Neste momento, é melhor curtirmos a permanência na primeira divisão do que criticar o jogo ruim que o Galo desenvolveu hoje.
Talvez até motivado pelo nervosismo que a obrigação de vencer provoca. Pode ser.
O Goiás, mesmo com o time reserva, deu um calor danado no Atlético, que se mostrou frágil principalmente no meio de campo, por onde os goianos armaram as suas principais jogadas sem serem incomodados.
Mas, enfim, não vou me estender na análise da partida, embora o resultado tenha sido excelente e nos livra do terror da queda.
Eu não consigo comemorar este fato como se fosse um título, mas obviamente estou aliviado, assim como a grande Massa alvinegra. Pior seria se tivéssemos caído.
Todavia, chegou o momento de refletir sobre os motivos que nos levaram a estar na zona de rebaixamento por mais de 20 rodadas em um campeonato de 38.
Chegou aquela hora que os dirigentes precisam fazer um balanço sincero, olho no olho, com o objetivo de identificar onde, como e porque o clube correu tantos riscos este ano.
Riscos que não tínhamos o direito de ter corrido. Por um triz, quase que uma administração séria _ como há muitos anos não possuíamos _ leva o glorioso Clube Atlético Mineiro para um naufrágio catastrófico em todos os sentidos.
Financeiros, inclusive.
E Alexandre Kalil não merece algo assim. Longe disso.
Muito menos a nação atleticana o merece. O torcedor alvinegro, mais do que qualquer outro torcedor neste país ou no mundo, é o mais apaixonado animal racional que existe.
Quando o time mais precisou, ele lotou a Arena do Jacaré e apoiou durante os 90 minutos, seja sob um sol inclemente ou debaixo de temporal.
Tudo para impedir a iminente queda. E mesmo diante das várias derrotas em nossa casa, o atleticano, frustrado, saía xingando cobras e lagartos, mas não se permitia faltar no jogo seguinte.
Pois ele sabe que o grito de guerra de cada um é essencial para compor o urro gutural que brota do coração da massa alvinegra.
E a torcida, que grita Galo nas dificuldades, quer gritar Galo também nas campanhas vitoriosas e nos títulos há tanto tempo desaparecidos.
Para que isso aconteça, há de se refletir. Erros e acertos deverão ser postos na mesa e avaliados com rigor e olhar crítico.
Decisões amargas devem ser tomadas para que 2011 se converta na nossa redenção.
Pois chega de sofrer tanto! O coração não aguenta mais tantos percalços!
Obs: Nesta semana, discutiremos o plantel do Galo no L&N. Preparem-se para participar.
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