Para um início de temporada, com os jogadores sem ritmo de jogo, fisicamente muito abaixo do ideal e um entrosamento ainda embrionário, até que o Atlético não foi tão mal assim.
Assistimos jogadas interessantes em meio a outras pífias. A equipe não jogou bem, é verdade, mas perna pesada e panturrilha endurecida são talvez maior obstáculo do que o próprio adversário, mesmo que este também esteja retomando as atividades.
Em termos de proposta tática, a entrada de Leandro Donizeti no lugar do bom Fillipe Souto aumentou o poder de pegada e compactou o meio e, de certa forma, blindou a defesa de forma mais sólida.
Perde um pouco de qualidade na saída de bola, mas assegura a um time apenas modesto uma maior consistência defensiva. Se tivéssemos um timaço exuberante, uma equipe tecnicamente confiável _ que retém a bola em seus pés e comanda as ações em campo _ eu seria o primeiro a clamar por Soutto no meio.
Mas não é o que acontece. E se a nossa realidade é esta, tem mais que continuar com Donizeti, infinitamente mais marcador que Soutto. Este acabará cavando um lugar mais à frente, onde poderá desenvolver o seu toque de bola de pouca marcação.
A intenção de Cuca de reforçar a cabeça de área para suportar os avanços dos alas _ fora possibilitar aos meias encostarem no ataque _ às vezes dava certo e em outras não.
Em relação aos laterais, Carlos César soube usufruir da boa retaguarda e rendeu bem, inclusive dando o passe para o primeiro gol. Ao contrário, na esquerda, Richarlyson só faz reconfirmar as suas limitações. Em alguns momentos da partida, simplesmente não defende e nem ataca. A sua manutenção é algo surreal, tipo uma pintura de Salvador Dali.
Quanto aos meias, gostei da atuação de Escudero, que se lança ofensivamente, mas volta rapidinho para recompor o meio. O gringo vai ajudar muito a equipe na temporada.
Em termos práticos, uma boa vitória, sem dúvida. Mas, ficou bem nítida a necessidade de qualificar o grupo para objetivos mais expressivos.
Se é só para ganhar o título mineiro, ótimo. Pelo preguiçoso ritmo de atuação da nossa diretoria, parece ser essa a principal meta para 2012.
Mas se, ao contrário, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro estiverem na pauta de conquistas, há de se pensar grande agora. NÃO DEPOIS…
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