O adversário pode até não ser parâmetro para avaliar o potencial do Atlético, mas o América de Teófilo Otoni não é pior do que o Grêmio Prudente.
Quero dizer com isso que, se o Galo tivesse jogado o que jogou hoje naquele fatídico 0 a 0 contra a equipe paulista, com certeza estaria ainda na Copa do Brasil.
Faço essa comparação só para estabelecer um ponto de equilíbrio entre o pessimismo e o otimismo.
Posto-me com prudência em relação ao resultado em si e é bom evitar euforia. E mantenho as preocupações, pois é uma equipe mediana, ainda não confiável e com vários defeitos crônicos.
Precisa ser urgentemente reforçada. E se, quando reforçada, mantiver essa vontade do primeiro ao último minuto, aí sim, pode até perder, mas dará trabalho.
Todavia, não resta dúvida que o conjunto se encorpou, imprimindo uma velocidade surpreendente e uma compactação que não existia antes.
Os destaques positivos de hoje:
Mancini: Fez a sua melhor partida desde que chegou. Correu muito, fez um gol, deixou o Magno Alves na cara do goleiro e organizou o time pela esquerda. E a sua alegria de estar aqui novamente parece ser mesmo genuína. E isso está influindo positivamente em seu futebol.
Renan Ribeiro: O garoto fez defesas muito boas. Aquelas bolas que até bem pouco tempo entrariam, hoje ele não deixou entrar. Tomara que recupere a velha forma.
Magno Alves: O Magnata deitou e rolou neste jogo. Tudo que fez deu certo. Apesar de sua idade, tem um capacidade de arranque muito maior do que muitos jovens por aí.
Giovani Augusto: O menino é destaque não pelo futebol apresentado, embora tenha mostrado categoria, vigor físico e inteligência de jogo. Entrou muito bem no primeiro tempo e caiu no segundo. Mas na partida desta tarde/noite, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa. Custo a crer que Jackson era o titular em seu lugar. O Dorival tem algumas coisas que não dão pra entender, essa é que é a verdade! Haja paciência!
Guilherme Santos: A cada jogo, uma maior consistência. Uma boa qualidade técnica, muita disposição e capacidade física. Com estas virtudes, o garoto vai fazendo a torcida esquecer a quase eterna lacuna da lateral esquerda.
Enfim, sem entusiasmo exagerado e sem nenhuma ilusão quanto às futuras performances da equipe, que é bastante limitada, posso dizer que enxerguei um bom crescimento técnico.
Desta vez, pela primeira vez no ano _ exceto aquele primeiro tempo contra o Guarani de Divinópolis _ o dedo do técnico apareceu na foto.
Os trabalhos durante a semana surtiram efeitos, pois durante todo o jogo (apesar de eventuais quedas de rendimento) o Galo foi um time mais organizado, lúcido e obediente taticamente.
Afinal, vimos jogadas, como a do segundo gol (de Mancini), em que os toques foram todos de primeira. E muitos outros lances na mesma dinâmica.
Será que podemos interpretar isso como resultado de um grupo mais “clean”, mais limpo de más influências?
Será que, por fim, pegamos o caminho certo? Ou ainda não?
É bom manter de pé aquele velho ditado que diz “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”!
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