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ATLÉTICO 7 X 1 AMÉRICA-TO – PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA…

O adversário pode até não ser parâmetro para avaliar o potencial do Atlético, mas o América de Teófilo Otoni não é pior do que o Grêmio Prudente.

Quero dizer com isso que, se o Galo tivesse jogado o que jogou hoje naquele fatídico 0 a 0 contra a equipe paulista, com certeza estaria ainda na Copa do Brasil.

Faço essa comparação só para estabelecer um ponto de equilíbrio entre o pessimismo e o otimismo.

Posto-me com prudência em relação ao resultado em si e é bom evitar euforia. E mantenho as preocupações, pois é uma equipe mediana, ainda não confiável e com vários defeitos crônicos.

Precisa ser urgentemente reforçada. E se, quando reforçada, mantiver essa vontade do primeiro ao último minuto, aí sim, pode até perder, mas dará trabalho.

Todavia, não resta dúvida que o conjunto se encorpou, imprimindo uma velocidade surpreendente e uma compactação que não existia antes.

Os destaques positivos de hoje:

Mancini: Fez a sua melhor partida desde que chegou. Correu muito, fez um gol, deixou o Magno Alves na cara do goleiro e organizou o time pela esquerda. E a sua alegria de estar aqui novamente parece ser mesmo genuína. E isso está influindo positivamente em seu futebol.

Renan Ribeiro: O garoto fez defesas muito boas. Aquelas bolas que até bem pouco tempo entrariam, hoje ele não deixou entrar. Tomara que recupere a velha forma.

Magno Alves: O Magnata deitou e rolou neste jogo. Tudo que fez deu certo. Apesar de sua idade, tem um capacidade de arranque muito maior do que muitos jovens por aí.

Giovani Augusto: O menino é destaque não pelo futebol apresentado, embora tenha mostrado categoria, vigor físico e inteligência de jogo. Entrou muito bem no primeiro tempo e caiu no segundo. Mas na partida desta tarde/noite, na minha modesta opinião, foi a mais grata surpresa. Custo a crer que Jackson era o titular em seu lugar. O Dorival tem algumas coisas que não dão pra entender, essa é que é a verdade! Haja paciência!

Guilherme Santos: A cada jogo, uma maior consistência. Uma boa qualidade técnica, muita disposição e capacidade física. Com estas virtudes, o garoto vai fazendo a torcida esquecer a quase eterna lacuna da lateral esquerda.

Enfim, sem entusiasmo exagerado e sem nenhuma ilusão quanto às futuras performances da equipe, que é bastante limitada, posso dizer que enxerguei um bom crescimento técnico.

Desta vez, pela primeira vez no ano _ exceto aquele primeiro tempo contra o Guarani de Divinópolis _ o dedo do técnico apareceu na foto.

Os trabalhos durante a semana surtiram efeitos, pois durante todo o jogo (apesar de eventuais quedas de rendimento) o Galo foi um time mais organizado, lúcido e obediente taticamente.

Afinal, vimos jogadas, como a do segundo gol (de Mancini), em que os toques foram todos de primeira. E muitos outros lances na mesma dinâmica.

Será que podemos interpretar isso como resultado de um grupo mais “clean”, mais limpo de más influências?

Será que, por fim, pegamos o caminho certo? Ou ainda não?

É bom manter de pé aquele velho ditado que diz  “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”!

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Publicado por em 17/04/2011 em Uncategorized

 

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IAPE 2 X 3 ATLÉTICO. UM JOGO PARA ESQUECER.

Depois de ter visto aquele primeiro tempo primoroso contra o Guarani de Divinópolis, custo a crer que tenhamos jogado tão mal contra o IAPE.

Afinal, o Galo não enfrentou um time verdadeiramente profissional. O IAPE é quase uma equipe amadora!

E mesmo assim, o Atlético se deparou com dificuldades que certamente não estavam no script dos alvinegros.

Posso dizer com isso que o time maranhense jogou tão bem que inibiu o conjunto atleticano?

De jeito nenhum. A equipe nortista é apenas razoável e tinha todos os ingredientes para levar uma sonora goleada.

Só não foi assim porque o Atlético, cheio de empáfia e arrogância, entendeu que o jogo seria fácil. Após o primeiro gol, os nossos jogadores, sabe-se lá porque, intuíram que a chuva de gols seria questão de tempo.

E deram um brack no ritmo. E, como num pesadelo _ quando um acontecimento atropela o outro _ de repente já estávamos perdendo de 2 a 1.

Não importa se o primeiro gol foi carga faltosa em Renan Ribeiro. Temos de reconhecer que o bom goleiro alvinegro subiu naquela bola com a mão mole demais. Tinha de sair para socar até a cabeça do atacante, se fosse necessário. Mesmo assim, a falta existiu e não foi marcada.

E no segundo gol, o jogador deles veio de trás. Mas o bandeirinha, com a atenção chamada pelo atleta que estava de fato impedido _ e que correu para a bola, sim senhor, caracterizando a infração _ levantou a bandeira, corretamente.

O juiz apitou, mas aí o incompetente bandeirinha já se mandara para o meio de campo! Ou seja, o larápio se arrependeu da marcação, apesar do apito do juiz, que hipoteticamente encerraria o assunto ali.

E o maior absurdo: apesar de ter apitado, o juiz voltou atrás. Incrível! Em futebol, um apito significa o fim e o reinício. Mas não foi o que aconteceu.

Porém, independentemente das trapalhadas do trio de árbitros, o time preto e branco tinha a obrigação de se impor com um futebol bem jogado.

Longe disso. Deu espaços demasiados no meio de campo, errou passes demais e os elementos da defesa davam a impressão de nunca terem jogado juntos.

A equipe bateu cabeça em todos os setores, em um estado de nervosismo inexplicável para uma equipe experiente de profissionais.

Nem Réver jogou bem. E quando Réver não joga bem, algo está tremendamente errado.

Entendo que, contra uma equipe fraca, o bom jogador entra mais relaxado, pois acredita que mais cedo ou mais tarde, os gols começam a fluir.

Mas no meio do caminho, quando ele vê que o gatinho começa a se transformar em uma onça, há necessidade premente de mudar o foco mental.

Nestas horas, é muito produtivo assumir um grama de humildade e encarar o outro time, por mais frágil que seja, como se fosse a maior equipe do Brasil.

É assim que se ganha jogos contra times deste naipe. É assim que se ganha grandes clássicos nacionais.

Hoje não destacarei nenhum jogador. Até Berola, que costuma fazer a diferença, não o fez. Tardelli tinha tudo para arrebentar, mas optou por enfeitar jogadas com firulas desnecessárias.

Ricardo Bueno fez o terceiro gol e só. Na minha opinião, é ruim de doer. Só espero que o gol que marcou sirva para valorizá-lo em DVD. E que o Galo possa ganhar um dinheirinho a mais por causa disso.

O que, no fundo no fundo, eu duvido com todas as letras.

Portanto, sem destaques, pois ninguém merece.

Vamos esquecer que vimos uma partida tão pobre.

E você, caro amigo, quer continuar a lembrar?

Eu, da minha parte, já esqueci. Do que estávamos falando mesmo?

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Publicado por em 24/02/2011 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 1 X 1 RIVER PLATE. UM TESTE VÁLIDO.

Um time voando em campo em início de temporada é uma utopia do tamanho dos anseios de Júlio César, imperador romano, que sonhava dominar a aldeia gaulesa do chefe Abracurcix e seus guerreiros, que se entupiam da poção mágica preparada pelo druída Panoramix a cada batalha iminente.

O final era sempre o mesmo: os romanos se retirando todos estropiados enquanto os gauleses festejavam a vitória se deliciando com javalis assados na fogueira.

Enquanto os músculos não obedecerem 100% ao comando do cérebro, nós veremos partidas como a que vimos hoje:

Um jogo recheado de passes errados, alguns de dois metros, domínio deficiente de bola, matadas de canela, lançamentos equivocados, etc, etc, etc.

Mas por entre um festival de jogadas ridículas, ainda dá para selecionar, mal e porcamente, o que ocorreu de bom e de ruim, ainda que neste momento, não seja a coisa mais importante.

O Galo foi bem no início do jogo. Tão bem que achei que o jogo hoje seria barbada.

Depois foi se complicando aos poucos, pois o meio de campo concedia espaços aos uruguaios e _ como virou uma moda infindável por aqui _ deixava a zaga exposta aos ataques adversários.

Richarlyson, individualmente, foi bem, mas a coordenação com Serginho não funcionou. Os dois bateram cabeça ininterruptamente.

O Atlético voltou bem no segundo tempo, com 4 alterações. Mas, lá pelos 15 minutos, novamente embolou as ações e dificultou um jogo que poderia ter sido fácil. Louve-se a atuação do goleiro do River, Hernandez, que pegou até pensamento.

Para não me estender demasiadamente na análise setorial da equipe, pois isso demandaria muito espaço para esta crônica, vou me limitar a algumas observações essenciais:

1 – O time titular que entrou jogando, decididamente não será o time titular da temporada. Mais peças do que imaginávamos serão trocadas. E não serão pelos nomes que projetamos.

2 – A minha preocupação com a lateral direita triplicou depois desta partida, mesmo considerando o pouco preparo físico. Para mim, Rafael Cruz foi menos ruim do que Patric, que parecia travado pela pressão da estréia ou seja lá o que for.

3 – A equipe perde muito em qualidade com Richarlyson na lateral esquerda. Parece ser um desperdício utilizá-lo por ali, quando no meio ele pode ser muito mais útil.

4 – Fiquei agradavelmente surpreendido pela atuação de Magno Alves. É rápido, parte para dentro da defesa e constrói jogadas agudas. Só reforçou a minha opinião, dada quando ele chegou: a sua contribuição será efetiva!

5 – Mancini, Diego Souza, Renan Oliveira, Berola, Jobson, Ricardinho, Werley e Leandro ainda têm um longo caminho de exercícios a percorrer. Vão ter de ralar muito para retomar o nível de futebol de que são capazes.

6 – Repito o que já disse antes: Serginho é o melhor lateral direito que temos. Se no ano passado ele complicou jogadas na frente de nossa área, este ano voltou do mesmo jeito. Ou seja, não evoluiu na essência.

7 – Há necessidade premente de fechar o meio de campo. Zé Luis é peça de contenção importante demais para se abrir mão.

8 – Giovanni provou que a sua contratação foi acertada. A bola que pegou não é para qualquer goleiro pegar. Se eu fosse Renan Ribeiro, passaria a treinar dobrado.

Enfim, foi um empate de 1 a 1, quando poderia ter sido 4 a 4 ou 5 a 5. Espero que Dorival Junior tenha adquirido muitos subsídios para a definição tática e do time ideal para a estréia no campeonato mineiro.

Que se confirmem as palavras de Kalil: “que este ano o time funcione tanto no papel quanto no campo!”

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Publicado por em 27/01/2011 em Uncategorized

 

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PALMEIRAS 2 X 0 ATLÉTICO.

Longe de mim criticar Dorival Junior nessa altura do campeonato.

Afinal, se teve alguém que deu algo parecido com um sistema tático à equipe neste ano foi ele.

E foi ele, inclusive, que escalou contra o Palmeiras um time raçudo e bem distribuído em campo.

Levamos o primeiro gol por acidente de trabalho, embora esses acidentes estejam se repetindo com uma frequência absurda contra o Galo.

Gostei de ver que a pegada da equipe melhorou muito em eficácia. A compactação do meio funcionou e tivemos oportunidades de sair na frente no placar.

Aquela bola do Ricardo Bueno, no primeiro tempo, merecia entrar. E se entrasse, a história do jogo seria outra.

Mas porque iniciei esta crônica falando de Dorival Junior?

Porque o mesmo Dorival que formatou a boa equipe que iniciou o jogo foi o mesmo Dorival que se incumbiu de desmontá-la!

Ora, até os vinte e poucos minutos da segunda etapa, o Galo estava mais perto do empate do que o Palmeiras do segundo gol.

Alê dava boa proteção à zaga. Renan Ribeiro se tornou um espectador privilegiado. O Atlético tramava muito bem no meio e Neto Berola se encarregava de enlouquecer a zaga palmeirense.

O que tinha de errado nisso?

Mas Dorival entendeu que faltava ofensividade. Tudo bem, eu entendo. Mas no momento que tirou Alê, o único volante de contenção em campo, ele entregou o jogo ao Palmeiras.

Porque Serginho entrou mal demais. Porque Nikão entrou mal demais.

Se Serginho tivesse entrado no lugar do Diego Macedo, eu entenderia. Mas deslocar Mendez para a lateral direita e lançar Nikão, meia ofensivo que não marca nada, cá entre nós, foi o fim da picada.

De repente, a zaga atleticana, que aos trancos e barrancos vinha se comportando bem, foi vendida aos piratas. À sua frente, se abriu um corredor maior que o oceano Atlântico, sem sinais e sem faróis.

E a sorte do jogo mudou de lado. A partir daquele momento, o Galo se perdeu em campo. Não houve mais nenhuma jogada aguda em direção ao gol, troca de passes, nem nada. Absolutamente nada.

O time murchou. E o Palmeiras, a partir daí, retomou as rédeas de uma partida que até então vínhamos comandando e certamente, a qualquer momento, empataríamos.

Quando Ricardo Bueno perdeu a bola que concedeu o segundo gol ao Palmeiras, auxiliado pela preguiça de Jairo Campos de ir com vontade no atacante, a esperança foi trucidada. O que poderia ser uma vitória ou um empate heróicos, virou uma derrota frustrante.

A entrada de Tardelli, um pouco antes, só fez desarticular ainda mais o esquema proposto.

Pois Tardelli não jogou absolutamente nada. Fabiano, por mais inseguro que estivesse em campo,  produziu muito mais que ele.

Valeu a tentativa? Claro, há de se tentar ganhar um jogo. Mas, valha-me Deus, mexer em 3 peças e errar em todas, é 0% de aproveitamento!

E isso me assusta sobremaneira, embora não me faça desesperar e nem mudar o meu conceito a respeito do nosso bom comandante.

Afinal, para quem assistiu, pasmo e boquiaberto, as monumentais asneiras de um moleque irresponsável por 8 longos meses, isso é café pequeno!

Dorival Junior vem trabalhando bem, não se pode negar. A mudança de esquema, o posicionamento e a atitude da equipe mudaram da água para o vinho, reconheço.

Nada a reclamar quanto a isso. O que me preocupa são as substituições. Estas sim, me dão calafrios!

Destaques positivos: Renan Ribeiro e Neto Berola.

Destaques negativos: Fernandinho (horrível), Jairo Campos, Serginho e Nikão. 

Perdemos, mas foi um jogo jogado com a raça que caracteriza a esquadra alvinegra.

E só por isso vou dormir em paz!

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Publicado por em 11/11/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 1 X 1 PALMEIRAS

_ Um goleiro inseguro e fraco.

_ Um time desinteressado em dividir as bolas, muito menos em correr em busca da vitória.

_ Nada dá certo porque nenhum jogador  se doa em campo, ninguém está ali para botar o pezinho em dividida.

_ Cada atleta está pensando mais na balada do que na sua profissão, até porque o técnico é um zero a esquerda, omisso e incompetente.

Este ERA o time do moleque irresponsável, o grande projeto furado do “enganador-mor” do futebol brasileiro.

Mas não é o objetivo de Dorival Junior.

Dorival é sério, trabalhador e presente. Trabalha duro a semana inteira (todos os dias e não só na sexta-feira), conversa com os jogadores, troca idéias, bota para jogar os melhores, não dá murro em ponta de faca e não se sustenta na base da garganta.

Hoje o Galo atuou com o time reserva. Mesmo assim, apesar dos sustos, deu um calor danado no time titular do Palmeiras. Hoje os atletas correm, dividem, suam sangue em busca da vitória.

Alguns são, claramente, limitados tecnicamente. Contudo, mesmo estes ajudam o conjunto. Fazem parte da estrutura e com ela contribuem com o seu quinhão de esforço.

Nem parecem os mesmo jogadores que, por tanto tempo, zanzavam como um grupo de zumbis dentro das quatro linhas.

É por isso que eu louvo o empate de hoje. E não porque tenha jogado um futebol primoroso, um futebol perfeito e fluente em todas as suas linhas.

Não, não sou um analista tão alucinado assim. Sou um atleticano ferrenho, daqueles que torcem contra o vento, mas na hora de destrinchar o jogo, eu procuro interpretá-lo da forma como aconteceu.

Mas ninguém pode negar que o Atlético vem apresentando, desde a chegada de Dorival Junior, um jogo mais coordenado, mais organizado e com as peças  mais ajustadas em campo.

Isso acontece com o time titular e se repete na formação reserva, como ocorreu hoje.

Pode-se dizer que o Galo empatou o jogo em casa ou atuou mal, mas já não temos o direito de afirmar que foi um bando em campo, como até bem pouco tempo.

Existe princípio, meio e fim na equipe. Um desenho tático lógico.

Na partida de hoje, o Galo encarou o Palmeiras de igual para igual. E Renan Ribeiro e Deola foram as principais figuras no gramado.

Renan Ribeiro, ratificando a sua condição de titular absolutíssimo, fez defesas fantásticas e deu segurança à zaga, como nenhum outro goleiro nos últimos anos.

A pegada no meio é completamente diferente de antes. É firme e concatenada. Vai um, fica o outro. Se você for, eu lhe cubro. Não significa dizer que a marcação no meio está 100%. Longe disso. O crescimento será gradual e constante.

A equipe se tornou mais rápida, até a reserva. Sabem porque? Por aquilo que eu falei repetidamente aqui no L&N: quando os jogadores sabem aonde está o seu companheiro, basta dar o toque.

Não há necessidade de ficar procurando desesperadamente um cara vestido de preto e branco para tentar o lançamento. Isso atrasa o jogo e cede contra-ataques.

Treinamento bem aplicado é e está sendo a solução. E uma conversinha motivadora aqui e outra ali. Mais nada. Acreditem em mim, eu já estive lá dentro.

Algumas peças se destacaram hoje. Para aquele que acha que Cáceres foi culpado no gol do Kléber,  eu gostaria de vê-lo impedindo um gol com o atacante de frente e você tentando alcançar a bola e ao mesmo tempo, cortá-la para trás ou para o lado.

É praticamente impossível, amigo. Cáceres foi o porto seguro da defesa hoje. Não perdeu um lance sequer.

Zé Luis foi outro gigante no meio, assim como Mendez. Aliás, Mendez está se recuperando. Quem viver, verá este equatoriano dar muitas alegrias à Massa.

Nos destaques negativos, Diego Macedo cada dia pior, tanto quanto Jairo Campos e Ricardo Bueno.

No mais, espero que na segunda partida, a arrogância típica do Palmeiras seja um imenso trunfo a nosso favor. Posso garantir que eles saíram daqui se sentindo classificados.

Mas se o Galo, daqui há quinze dias, já estiver fora de perigo no campeonato brasileiro, o Palmeiras pode se deparar com o nosso time titular.

E aí a cobra vai fumar um belo charuto cubano!

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Publicado por em 27/10/2010 em Uncategorized

 

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NESTE DOMINGO, O ATLÉTICO ENFRENTA O CRUZEIRO NO PARQUE DO SABIÁ.

Num jogo de uma torcida só _ no caso, a do cruzeiro _ , o Galo vai desesperadamente em busca de uma vitória sobre o maior rival em Minas Gerais.

É difícil, mas não é impossível.

Afinal, em clássico não há favorito de véspera.

O cruzeiro e a sua torcidinha queima-rosca estão arrotando empáfia escorados em sua campanha até aqui.

Não resta dúvida que fazem uma bela temporada no campeonato nacional, reconheço.

Mas cantar vitória antes do apito inicial é um ato de arrogância tão imbecil que o castigo pode vir a galope.

Eu já vi o Atlético ganhar do time azul quando estava caindo pelas tabelas.

Da mesma forma, o contrário já aconteceu.

Um jogo entre os dois clubes sempre é uma incógnita e não há como fugir deste lugar-comum.

Portanto, só nos resta torcer para que o vencedor no domingo seja o maior time das Gerais, o alvinegro imortal.

E se ganhar, tenham a certeza: o Galo embala!

Eu também já vi isso se realizar em outras ocasiões. Basta uma vitória contra o lado frio da lagoa que o time se enche de brios e parte para as cabeças.

A formação, bastante ofensiva (sem Alê), provavelmente será a seguinte:

Renan Ribeiro, Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho, Renan Oliveira e Diego Souza; Tardelli e Obina.

A grande novidade é o retorno de Tardelli, que, a bem da verdade, nunca fez uma grande partida contra o cruzeiro. Tenho cá comigo que este é um jogo na medida exata para o estilo de Neto Berola.

Renan Ribeiro atuará em seu primeiro clássico como profissional.

Espero que ambos, Tardelli e Renan Ribeiro, assim como toda a equipe, estejam absolutamente prontos para uma vitória redentora.

Já chega de perder para eles. Chegou a nossa hora!

Com a derrota do Vitória, basta vencer para sair da zona do rebaixamento, sem depender de nenhum outro resultado.

Sendo assim, vamos pra cima deles, meu Galo!

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Publicado por em 23/10/2010 em Uncategorized

 

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INDEPENDIENTE DE SANTA FÉ 1 X O ATLÉTICO – RENAN RIBEIRO E O CAMPO DOS SONHOS!

Cá entre nós, foi um jogo horroroso!

O time reserva do Galo jogou alguma bola hoje? Meu caro amigo, o Atlético não jogou absolutamente nada!

Nem na defesa _ que se sustentou na base da garra _ , nem no meio de campo _ que inexistiu _ e nem no ataque, que sobreviveu às custas de faltas cometidas em Ricardo Bueno.

Ah, então Ricardo Bueno jogou bem? Não, meu amigo, não jogou nada. Só sofreu faltas em cima de faltas. Mas, pelo menos, soube cavá-las na hora certa e esse foi o seu grande mérito.

Mas o Galo trouxe o mais importante: a classificação para a próxima fase da Copa Sul Americana.

Apesar da classificação e do desempenho abaixo da crítica, não vou criticar ou destacar nenhum jogador… a não ser Renan Ribeiro.

Este sim, foi um gigante!

E, por causa da atuação inesquecível de Renan Ribeiro, eu vou lhes contar uma história, de atleticano para atleticano: Era uma vez…

João Leite era o terceiro goleiro do Galo nos anos 70. O titular era Ortiz, um goleiro argentino doido de jogar pedra na cruz.

Tão louco que, numa determinada ocasião, em vez de pegar com as mãos, matou no peito uma bola chutada por Dirceu Lopes, um dos maiores jogadores do cruzeiro de todos os tempos.

E depois saiu jogando como se nada tivesse acontecido.

Vocês podem imaginar o que aconteceu. A Massa atleticana quase implodiu o Mineirão. Naquele momento, temi desabar junto com as arquibancadas.

Ortiz (foto a esquerda) era um verdadeiro ídolo da Massa. E o merecia com todas as consoantes e vogais.

Era o goleiro das bolas impossíveis.

As fáceis tinham muito mais possibilidades de entrar do que aquelas que qualquer goleiro rezaria para que a Santíssima Trindade resolvesse o problema.

Mas com Ortiz não. Ele mesmo resolvia.

Eu sei que neste exato instante, os leitores que curtiram aqueles momentos mágicos estão morrendo de saudades. Eu também estou, enquanto escrevo.

Contudo, doido como era, Ortiz, um dia, resolveu chutar o balde da diretoria do Galo, que não pagava os salários. Simplesmente sumiu no mundo um pouco antes do início do campeonato brasileiro.

Para o seu lugar, foi chamado o reserva imediato, Sérgio Biônico, um bom goleiro. Mas tinha uma grande problema: a baixa estatura.

E contra o Remo, do Pará, na sua estréia pelo campeonato brasileiro, levou um gol que entrou à meia altura no canto. Bola perfeitamente defensável e que ele deixou passar.

No jogo seguinte, contra o Santos _ e eu estava lá firme na arquibancada  _ Barbatana, o técnico, escalou João Leite.

Era o terceiro goleiro. Mas era alto, forte e ágil. E fechou o gol contra o Santos. E fechou o gol no jogo seguinte. E fechou outras vezes mais. E virou uma verdadeira muralha lá atrás.

Quando tudo parecia perdido, era João Leite que fazia o derradeiro milagre.

Sabem qual o ano em que João Leite se tornou titular? Foi em 1977, ano em que o Galo, invicto como vice-campeão brasileiro, obteve 12 pontos a mais que o campeão, o São Paulo.

E o São Paulo só foi campeão porque o STJD deu um jeito de julgar Reinaldo, o melhor jogador da época, às vesperas da decisão.  Adiaram o julgamento com o intuito de desfalcar o alvinegro de seu artilheiro justamente na hora em que a cobra ia fumar.

No primeiro ano como titular, João Leite (foto a direita) chegara a uma decisão de campeonato.

E durante os dez anos seguintes permaneceu no posto com todo o merecimento. Um dos maiores goleiros que o Galo já teve em todos os tempos.

Porque lhes conto esse episódio da vida do Atlético?

Porque, além do enredo ser muito parecido, eu vejo em Renan Ribeiro a reencarnação dos grandes goleiros que o Galo já teve.

Eu vislumbro em Renan Ribeiro a agilidade de Renato, o goleiro campeão de 1971.

Eu enxergo em Renan Ribeiro a picardia de Ortiz, a destreza de Mazurkievicz, a inteligência de Mussula, os reflexos apurados de Veloso, a elasticidade de Diego Alves, a leitura da jogada de Marcial e a calma de Taffarel, fora os que estou esquecendo em todos estes anos.

Eu intuo em Renan Ribeiro o futuro. Dez anos de titularidade absoluta, se não for vendido de forma insana.

Hoje eu vi João Leite jogar novamente. Hoje eu tive a felicidade de assistir Ortiz praticar os seus loucos milagres e revi Diego Alves com a número um preta e branca.

Foi como se assistisse ao filme “Campo dos Sonhos”. Através da atuação de Renan Ribeiro, desfilaram diante de mim todos os grandes goleiros do Galo, fantasmas queridos.

Estou realizado. E, por favor, perdoem-me a emoção.

Obs: O negrito nos nomes é em respeito aos imortais.

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Publicado por em 21/10/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 2 X 0 AVAÍ

Se estivéssemos no ano passado, eu diria que dificilmente vi o time jogar tão mal uma etapa inicial de partida.

Mas como neste ano de 2010 nos acostumamos a ver a equipe jogar um futebol de categoria duvidosa, já não salta aos olhos tamanha mediocridade.

Virou paisagem para nós.

O que se notou de positivo desde a saída de bola é que o Galo está lutando  muito mais do que no tempo do pseudo-técnico que só tinha gogó.

Mas futebol que é bom…

Ontem, na primeira etapa, quem levou mais perigo foi o Avaí. Não fosse Renan Ribeiro, cada dia melhor, estaríamos ferrados e mal pagos.

Em um dos lances, Renan Ribeiro, com grande elasticidade, levou o drible mas conseguiu dar um tapinha na bola, o que fez com que Roberto chutasse de canela e errasse o gol vazio.

Em outra, a nossa zaga abriu e o cara encheu o pé. Renan segurou firme, sem rebote.

E ainda defendeu uma bola dificílima no segundo tempo, quando se esticou todo para espalmá-la para córner.

Seguramente, posso dizer que “habemus” goleiro! E um goleiraço, por sinal. E pensar que gastamos uma grana dobrada com Fábio Costa, Marcelo… e deixamos, por conta dos seguidos frangos, preciosos pontos para trás.

Pontos estes que hoje fazem uma falta danada!

Dorival mexeu na equipe no intervalo e mudou o panorama da partida.

Berola _ que substituiu Daniel Carvalho _ enlouqueceu a defesa do time catarinense. Deu o passe de calcanhar para o gol de Rafael Cruz e ainda fez o segundo, depois de um lançamento espetacular de Diego Souza.

Se Berola atuasse 100% concentrado em todas as jogadas, seria um dos principais atacantes do futebol brasileiro. Mas não é assim, ele alterna jogadas de craque com lances bizonhos.

Tomara que Dorival Junior tome providências com uma conversinha ao pé do ouvido.

Os erros de passes permanecem se repetindo de segundo em segundo. O nosso time perde bolas com uma facilidade inacreditável.

E os espaços no meio de campo continuam escandalosamente escancarados. A verdade é que Dorival Junior, apesar de ter melhorado o jogo coletivo, ainda não conseguiu implantar um sistema à sua imagem e semelhança.

E nem houve tempo para isso, sejamos justos.

Mas sinais positivos se notam sim. Os jogadores estão mais irmanados e se ajudando em campo. Ontem, Daniel Carvalho, em um contra-ataque do Avaí, foi dar combate em nossa área porque os zagueiros estavam no ataque.

Embora suor e luta não estejam em falta na era Dorival, os atletas foram tão mal treinados durante tanto tempo, que a impressão que eu tenho é que em todos os jogos são reunidos pela primeira vez.

Assim como uma pelada de fim de semana.

Mas o importante é que vencemos e se não fosse a vitória do Atlético-GO, já estaríamos hoje respirando ares bem menos poluídos.

E se continuar somando pontos jogando mal como ontem, deixaremos a Z-4 dentro de pouco tempo.

Isso é o que importa nesse momento.

Nada mais.

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Publicado por em 18/10/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 2 X 0 INDEPENDIENTE DE SANTA FÉ

Dorival é um excelente treinador, mas não é santo milagreiro!

Sabendo disso, temos de nos manter preparados psicologicamente para a instabilidade da equipe dentro de campo.

E bota instabilidade nisso.

O Galo alterna momentos bons e ruins de minuto em minuto. Embora já se identifique o dedo do treinador em relação ao posicionamento e ao deslocamento tático, há instantes em que nada dá certo.

Mesmo assim, no primeiro tempo, o Atlético dominou o jogo, o que não poderia ser diferente em razão das limitações técnicas da equipe de Santa Fé.

Os vestiários da Arena do Jacaré, no intervalo, já deveriam ter recebido o time com uns 3 gols de vantagem.

No princípio do 2º tempo, surpreendentemente, foi o Independiente que tomou a bola para si. Não fosse o incrível reflexo de Renan Ribeiro e a vaca teria ido para o brejo.

Aliás, na hora da defesa, eu pensei: _ Se fosse Fábio Costa, pesado e sem mobilidade, esta teria entrado!

O Galo só foi retomar o comando das ações por volta dos 12 minutos. E aí a coisa fluiu, principalmente por causa da entrada de Berola no lugar do invisível e improdutivo Ricardo Bueno.

Se fosse treinador do Galo, eu não escalaria Bueno nem no time reserva em treinos. Ele é um cemitério de jogadas. Não tem domínio de bola, não sabe fazer tabelas e conclui a gol _ quando conclui _ de forma estabanada e sem direção.

Serginho voltou ao que era antes daquela maravilhosa atuação contra o Corinthians. Dispersivo, errando passes de 3 metros, correndo muito sem necessidade, perdendo bolas e concedendo contra-ataques…

Enfim, ainda existem muitos ajustes a fazer, mas gradualmente a equipe vai tomando forma de time de futebol.

Perdemos gols demais com Rafael Cruz (o último toque para o gol, de tão displicente, foi ridículo), com Obina, com Berola _ que é rápido, tem suas virtudes, mas precisa treinar conclusões a gol com urgência _ e com Diego Souza.

Este último fez um bom jogo e cada vez mais vai readquirindo a velha forma. Foi só ver o Antônio Mello pelas costas que o seu preparo físico melhorou. E com melhor condicionamento, a técnica mais apurada já começa a dar as caras.

A estréia de Diney foi péssima. A entrada de Jheimy no lugar de Obina, cansado, deu mais mobilidade ao ataque. O garoto é melhor que Ricardo Bueno, sem dúvida. Se bem que esta comparação não diz muita coisa a seu favor.

Ao final do jogo, restou um gostinho de frustração pelos inúmeros gols perdidos.

Poderiam fazer a diferença em Bogotá, uma cidade com 2.640 metros acima do nível do mar, a terceira maior altitude do mundo (atrás apenas de La Paz e Quito).

Por causa dessa elevada altitude, era importantíssimo aplicar uma goleada ontem para levar uma gordura para o 2º jogo.

Pois defender uma vantagem de apenas 2 gols em 90 minutos procurando sofregamente oxigênio para se manter de pé, não vai ser mole não!

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Publicado por em 14/10/2010 em Uncategorized

 

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RESULTADO DA ENQUETE DO LANCES&NUANCES.

A enquete realizada de 09.02.2010 a 15.02.2010, com a pergunta “A qual goleiro você daria a camisa titular?”, teve os seguintes resultados:
Aranha – 12% – 74 votos
Carini   – 71% – 440 votos
Renan Ribeiro – 15% – 93 votos
Contrataria outro – 1% – 6 votos
Other – 0% – 1 voto
Muito obrigado às 614 pessoas que votaram nesta enquete.
Como podem constatar, Carini deu uma lavada caprichada nos outros. Apesar da falha contra o Ipatinga, permaneceu recebendo votos e mantendo a dianteira.
Aranha foi o menos votado dos goleiros que compõem o plantel do Galo. Surpreendentemente, Renan Ribeiro recebeu mais votos que ele. Será que Aranha está tão em baixa com a torcida?
Apenas 1% das pessoas que votaram não estão satisfeitas com o grupo de goleiros que temos.
Se o resultado da enquete reflete o pensamento geral da nação alvinegra, confesso que não sei dizer.
E você, saberia? Qual a sua opinião a respeito?
 
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Publicado por em 15/02/2010 em Uncategorized

 

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