Permitam-me não ser tão realista e esquecer, por momentos, que não temos a equipe ideal. Permitam-me não pisar o chão. Deixemos isso para o decorrer da semana, não hoje.
Hoje eu quero tão somente comemorar a minha mais honrosa condição de ser humano: ser atleticano em todos os ambientes por onde passei, em todos os momentos em que chorei ou vibrei, ou até nas figuras das mulheres que eu amei! Pode-se amar, pode-se chorar, pode-se sorrir, sempre carregando dentro do coração, tatuada, a frase que sacramenta o infinito: EU SOU ATLETICANO!
Permitam-me extravasar a alegria que eu sinto ao ver o time alvinegro lutar por uma vitória como se estivesse defendendo a própria vida. Por enxergar novamente o brio nos olhos das feras e ver que, finalmente, cada um entendeu que a camisa que a torcida veste com devoção nas arquibancadas é a mesma que ele tem de vestir com sangue e suor em campo.
Hoje não quero saber de técnica ou qualidade. Hoje eu celebro a raça, a entrega e o amor contido em cada dividida.
A mesma gana de Doriva, de Éder Lopes, de Cincunegui, de Jorge Valença, de Éder Aleixo e tantos outros. De MUITOS outros!
E de Pierre, na cancha, o símbolo mais perfeito da paixão que carregamos aqui fora!
Pierre deixa o coração em campo, molha o gramado com o seu sangue. Ele não é nenhum craque, não é o melhor do time, mas um atleticano se emociona ao vê-lo jogar.
Porque o atleticano é assim, nasceu e vai morrer assim. Que venham craques habilidosos, mas que dentro deles more a alma feita de aço do alvinegro das alterosas. Sem isso, nada fará sentido para nós.
Pierre não joga. ELE LUTA UMA BATALHA DE VIDA OU MORTE!
E é um exemplo para seus companheiros, que hoje encarnaram o espírito do volante para vencer o Corinthians. Um jogo em que fomos superiores sobretudo no segundo tempo e merecemos a vitória maiúscula.
O sentimento de superação que enobrece os vencedores. O ardoroso sentimento que queima o coração e enche os olhos de lágrimas.
Nos próximos posts, falarei do que foi o jogo tática e tecnicamente. Mas hoje não.
Hoje celebro apenas a volta da garra do Galo, que sempre encarnou o atleticanismo mais puro! E que continue sempre assim!
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Assista ao gol de Danilinho:

















