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ENTREVISTANDO LEONARDO BERTOZZI, DA ESPN BRASIL

O L&N volta a entrevistar um dos grandes. Na opinião deste blogueiro, Leonardo Bertozzi, comentarista esportivo da ESPN Brasil, é um dos que possuem maior capacidade de leitura do jogo e suas nuances táticas. Ao analisar a mesma partida que assistimos, Bertozzi  sempre acrescenta (ou informa) algo que não captamos. No meu entender, é uma de suas maiores virtudes.

Ele arrumou um tempo e  gentilmente se prontificou a conversar com a nação atleticana.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances -  Bertozzi, sabemos que a sua origem vem das alterosas, e como todo bom mineiro, vai sobressaindo gradualmente em uma das redes esportivas de maior sucesso no mundo, a ESPN. Hoje, você é parte integrante da grade em programas importantes. Conte para os atleticanos um pouco de sua trajetória profissional e de como você saiu das nossas Minas Gerais para enfrentar o “mundo lá fora”.

Leonardo Bertozzi – Comecei minha carreira ainda durante a faculdade. Trabalhei para o site FutBrasil, inicialmente como repórter, e depois como editor. Simultaneamente, fazia o trabalho voluntário com a NetGalo, que tocava o site oficial do Atlético. Participei de algumas iniciativas pioneiras, como a narração online de jogos do Galo direto do estádio, algo que fizemos em toda a campanha do Brasileiro de 1999. Depois de formado, mudei-me para São Paulo, e após algumas experiências fora da área, iniciei o site FutebolEuropeu.com.br, em 2004, que me deu projeção para trabalhar em veículos importantes. Fui repórter da revista Trivela e editor do site, comentei jogos no BandSports e no FX. Desde 2009 faço parte da equipe dos canais ESPN de rádio, televisão e internet.

L&N – Você é um comentarista que costuma ler a partida de futebol de uma forma bastante realista. Você já atuou dentro das quatro linhas seriamente ou entende que isso não é básico para se construir um bom analista de TV ou rádio?

LB – Um bom comentarista político não precisa ter sido político, assim como um bom crítico de cinema não precisa ser cineasta. Evidentemente a experiência no campo agrega algo, mas não é o essencial. O necessário é estudar, ter conhecimento e se manter sempre atualizado. Um pecado de muitos ex-jogadores que passam a atuar como comentaristas é acreditar que a experiência pura e simples basta.

L&N – Nestes três anos de Alexandre Kalil no Galo, a torcida se frustrou de maneira absurda. O que era para ser a retomada das grandes campanhas de Elias Kalil (pai de Alexandre Kalil) ou mesmo de outras épocas, se transformou em choro e ranger de dentes, flertando com rebaixamentos e tomando goleadas vergonhosas. Na sua visão, quais foram os pecados principais que empurraram o Atlético para este festival de fracassos?

LB – O Atlético tem pecado pelo imediatismo na gestão do futebol. O primeiro ano da gestão Kalil foi positivo, com o time brigando pelo título brasileiro. Daí em diante, e a partir da contratação do Luxemburgo, a coisa foi de mal a pior. O principal equívoco é a contratação de jogadores por atacado, 20, 30 novos por ano. É impossível notar qualquer planejamento quando o time de junho não tem nada a ver com o de janeiro. Se o Atlético não adotar uma linha clara de raciocínio na montagem do elenco, fica difícil esperar alguma coisa.

O Atlético tem se estruturado bem fora das quatro linhas, mas há alguns fatores questionáveis, como abrir mão de um departamento de marketing. Se o marketing dá prejuízo, como alega o Kalil, é porque não é bem feito. O atleticano é apaixonado e pode contribuir muito como consumidor.

Ainda sobre o Alexandre, é necessário separar o torcedor apaixonado do administrador. Apesar de o torcedor se identificar quando ele “solta os cachorros” após um revés ou tira um sarro do rival após uma vitória, nem sempre estes comportamentos são bem recebidos dentro do ambiente.

L&N – A torcida do Atlético sempre foi fidelíssima e extremamente vibrante. Carregar o time nas costas faz parte da nossa história por anos a fio, inclusive em 2011. Mas, devido ao grande crescimento das redes sociais _ e, por consequência, maior comunicação entre os atleticanos _ percebe-se uma reação (crítica) importante de parte da torcida em relação aos anos seguidos de decepções, o que possibilita desembocar numa atitude mais fria (ou equidistante) em relação ao time. Quais as medidas que, na sua opinião, deveriam ser tomadas para restabelecer a sinergia de antigamente?

LB – Um período de vacas magras pode aproximar ainda mais o torcedor do time ou provocar nele uma certa indiferença. A primeira parte foi vista na época do rebaixamento. Talvez seja o momento da segunda parte. Mas acredito que a falta do Mineirão também seja um fator a não ser ignorado. Apesar do fenômeno das redes sociais, é mesmo no estádio onde essa proximidade se verifica.

L&N – Em 2011, contratamos, pelo menos no papel, um timaço. Dudu Cearense, Richarlyson, Mancini, Leonardo Silva, Magno Alves, Guilherme Santos, André, Guilherme… entre outros. No comando, Dorival Júnior. Mesmo assim, foi um filme de horror sem pipoca, com um final digno de enviar a platéia pro hospital com palpitações graves. Como você explica tal disparate em relação ao que poderia ser e ao que aconteceu de fato?

LB – O problema é justamente esse – separar o papel da realidade. Mancini, Guilherme, André, entre outros, eram jogadores encostados em seus clubes. Alguma razão havia. Quando você faz um investimento alto, tem de saber se é apenas no nome ou se a possibilidade de retorno existe de fato. Houve um tempo em que o jogador voltava mal do exterior e conseguia se refazer aqui. Hoje é cada vez mais difícil. Contratar muito nem sempre significa contratar bem.

L&N – Você acredita que no jogo contra o cruzeiro (os 6 a 1), os jogadores do Galo se envolveram em algo desonesto para salvar o rival?

LB – Apesar de não colocar a mão no fogo por nada no universo do futebol, seria leviano da minha parte fazer qualquer insinuação neste sentido. Entendo o desespero do torcedor, que podia viver seu momento de maior alegria em muito tempo, mas o jogador não pensa da mesma maneira. Deveria, mas não pensa. Na cabeça de muitos ali, a missão estava cumprida uma semana antes. Quando você entra em um jogo como este sem grandes motivações, contra um adversário que faz o jogo da vida, é possível que uma tragédia do tipo aconteça.

L&N – Kalil reeleito por mais 3 anos. Em seu primeiro mandato, o presidente alvinegro se notabilizou por atitudes arrogantes, declarações estapafúrdias, excelente trabalho (até onde podemos ver) na administração financeira do clube e uma péssima gestão do futebol. Para que tudo isso fique no passado, o que você acha que Kalil deve fazer para produzir um segundo mandato capaz de resgatar o prestígio do Clube Atlético Mineiro em termos nacionais?

LB – A hora é de arregaçar as mangas, trabalhar sério e acreditar em uma linha de planejamento. Manter técnico, elenco, apostar nos bons jovens e contratar apenas jogadores que cheguem para resolver. Com a volta do time a BH, um programa eficiente de sócio-torcedor também será bem-vindo.

L&N – Você é a favor da repatriação de Diego Tardelli?

LB – Depende das condições. Se for necessário um imenso sacrifício financeiro, não vale a pena, apesar de o jogador ser um ídolo e ser um destes que chegam para resolver. Em condições aceitáveis, vale a pena.

L&N – Caro Leonardo Bertozzi, para encerrar a entrevista, qual a sua mensagem para a nação atleticana, que admira muito o seu trabalho?

LB – Agradeço a todos que acompanham meu trabalho. Sei que muitos esperam que eu seja uma espécie de “embaixador” do Atlético na imprensa nacional. Não é exatamente o caso, mas sei que falo com propriedade do Galo quando me cabe. E foi uma satisfação grande poder cobrir vários jogos do Atlético pela TV e pela rádio desde a mudança para São Paulo. Espero que essas ocasiões se multipliquem e que novos encontros com a Massa aconteçam. Abraço a todos!

A sua presença honrou o L&N e a nação atleticana, Bertozzi. Muito obrigado.

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Publicado por em 21/12/2011 em Uncategorized

 

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UM VOLEIO NAS BRAVATAS!

Na sua gestão, nunca na história desse país, contratou-se tão mal. E você acha que ele é o melhor dos três. Continue assim, que vamos longe!

Na sua gestão, o time, em três brasileiros saiu pisado e humilhado pelo rival. E você acha que ele é o melhor dos três. Acorde aí, moça!

Na sua gestão o time quebrou o recorde de permanência na zona de queda. E você acha que ele é o melhor dos três. Levante aí, rapaz!

Na sua gestão o time tomou as duas maiores goleadas da história para o rival. E você acha que ele é o melhor dos três. Acorde aí, vai!

O único projeto dele foi aquele com o Luxemburgo. E QUE PROJETO, hein!? O resto foi só apagar incêndio.

Na boa, acreditar que alguém pode ser pior que o atual mandatário é não acreditar no Atlético.

Como diz o herói brasileiro, capitão Nascimento: “Se for pra reeleger o atual presidente, conselheiro, pede pra sair”. Ou então, pede pra mudar pro lado de lá da lagoa. O mal será menor.

O atual mandatário diz que quer continuar porque quer colher os frutos de um projeto plantado. Qual é o projeto do Kalil mesmo? Que me perdoem os amigos atleticanos que querem a reeleição, sinceramente, eu não consigo enxergar o que de bom foi plantado. Uma árvore envenenada não dá bons frutos.

Péssimo administrador financeiro e péssimo de futebol. Esse é o projeto plantado.

Chutem essa bravata, conselheiros: o atual mandatário não é um milagreiro. Ele se aproveitou de um momento de fartura econômica do futebol brasileiro para dizer que colocou as contas em dia e que, por isso, e somente por isso, merece uma chance. As dívidas estão em dia, isso sim. O Clube Atlético Mineiro continua um time quebrado, atolado em dívidas, em que o principal credor é “o Banco”.

A chance é agora, Conselho, e vocês sabem disso: deem um voleio nessa bravata.

Alienação é uma verdade soturna na mente das gentes que se contentam com o vinho que descaracteriza a realidade. Baco, Dionísio e a felicidade.

Só na casa da mãe Joana acontece isso! Ou seja, no Clube Atlético Mineiro da década de 80 em diante: o administrador da empresa é péssimo em finanças. Não entende nada do objeto social da empresa. E ainda assim será reeleito pelo Conselho.

Se você é incompetente, vote em Alexandre Kalil, conselheiro!!

Estou com um osso de baleia entalado na garganta e vocês? Mudem essa coisa torta.

Agora!!

Saudações de um atleticano incansável. E falo por muitos outros.

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Publicado por em 11/12/2011 em Uncategorized

 

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ALERTAS FORAM DADOS, MAS A ARROGÂNCIA É SURDA!

Nas linhas e parágrafos do L&N sempre alertei para a fragilidade do time do Atlético.

E isso não aconteceu agora, com a equipe descendo a serra em passos largos para a segunda divisão. Aí seria simplório demais.

Foi ANTES da metade do primeiro turno, quando este blog já martelava frases como: A diretoria está dormindo, o time é fraco, desse jeito vamos cair, o nosso futuro pode ser jogar às terças e sextas, e bla bla bla bla bla…

As crônicas estão aí para quem quiser comprovar.

Todavia, apesar dos inúmeros avisos partidos de incontáveis atleticanos, praticamente nada foi feito. Kalil e Maluf viram a caravana passar e nem sequer latiram. Nada foi feito no sentido de mudar o rumo de uma embarcação que já dava claros sinais de naufrágio iminente.

Engessado por seu ego inflado (e juro que não sei o motivo disso, pois só se infla o ego quando se constrói algo realmente espetacular), Kalil arrotou arrogância para tudo quanto é lado ao mesmo tempo em que investia milhões em Guilherme e André, dois atacantes que só provocam infartantes ataques de risos… ou de raiva!

Entre outros investimentos equivocados. Entre outras declarações estapafúrdias em cadeia nacional, declarações estas que NUNCA deram certo e jamais se traduziram corretas no campo de jogo.

Melhores de todos os tempos: Em pé: Nelinho, João Leite, Luisinho, Vantuir, Cincunegui e Cerezo; Agachados: Oldair, Paulo Isidoro, Reinaldo, Dario e Éder Aleixo.

Pelo contrário, só nos criaram situações de extremo embaraço e tentativas de explicar o inexplicável.

Foi uma sequência absurda de enganos que nos trouxe até aqui. Com sinceridade, custo a crer que estamos à beira de um precipício e que o nosso mais provável futuro é um tremendo tombo. Um vexamoso tombo!

Pois tínhamos a faca e o queijo (dinheiro e estrutura) na mão para estarmos agora comemorando a ponta da tabela, se fôssemos minimamente competentes.

Os alertas que o Lances & Nuances deu não passaram disso: ALERTAS de um atleticano preocupado com o destino de seu clube, nada mais. Pena que a arrogância é surda… ou burra!

Eu torço fervorosamente para que, amparados por um gigantesco milagre, escapemos do que seria um verdadeiro desastre na nossa história. De novo!

Ao contrário de muitos outros pseudo-atleticanos que, por terem também feito críticas, aguardam ansiosos a queda do Galo para estourarem o champagne e comemorarem as previsões “acertadas”. Deus me livre e guarde de amigos assim. Prefiro inimigos perfeitamente identificados e não escondidos sob falsas capas alvinegras.

Para ser absolutamente realista, a equipe não merece mesmo nenhum milagre. Nem jogadores e muito menos Alexandre Kalil.

Entretanto, com a queda do clube, a torcida também cai junto. A diferença é que a nação atleticana sentirá uma vergonha infinita e dolorida, muito mais do que aqueles que jogaram o Atlético nessa lama. Ou ao contrário deles, sei lá.

Só sei que ninguém joga fora a flor para presentear espinhos!

Mas, é exatamente este o presente que estamos recebendo do Clube Atlético Mineiro!

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Publicado por em 10/10/2011 em Uncategorized

 

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URGÊNCIA URGENTÍSSIMA NO GALO!

Quando faltam 14 rodadas para acabar o campeonato e seu clube necessita de 7 vitórias para escapar do rebaixamento…

Você constata que, desde o início do Brasileirão, as ações no departamento de futebol se mostraram tão ridículas e ineficazes, que, mais uma vez, empurraram o clube para a beira do abismo…

Você assiste uma equipe, carente de técnica e raça, ser derrotada por um time mediano em terreno neutro (sim, pois o Serra Dourada estava praticamente vazio) e não encontrar forças para reagir…

E que, mesmo precisando vencer a todo custo, o técnico substitui o atacante Berola por um volante, Richarlyson, limitadíssimo, que não acerta um lançamento, se posiciona mal em campo e não sabe se ataca ou defende, mesmo não sabendo atacar ou defender…

Depois de analisar estas questões e outras mais _ não levantadas neste post _ você, como pessoa realista que é, só pode concluir que:

O GALO NÃO ESCAPA DA SEGUNDA DIVISÃO EM 2012!!

Para que isso não aconteça, algo de novo tem de acontecer urgentemente. Algo que mude as coisas da água para o vinho.

Faltam só 14 rodadas. Se continuarmos empurrando o destino com a barriga, esperando que um milagre surja do nada para nos salvar, estaremos ferrados em dezembro. Ou bem antes.

Nem o Cuca garante que o Galo não será rebaixado. Maluf “acha” que este ano não passaremos pelo sufoco do ano passado. Ele “acha”!

Já vi cara morrer ao ultrapassar em uma curva fechada, onde ele “achou” que não toparia com uma carreta crescendo à sua frente.

Eu tenho a impressão que a diretoria capitulou diante da intransponibilidade dos problemas, mesmo que estes tenham nascido de sua própria incompetência.

A diretoria, estática e burra, entregou pra Jesus. Estão todos, neste momento, em uma igreja qualquer orando fervorosamente para que Deus conserte a merda que fizeram.

Só que as coisas não funcionam assim.

Então, é bom o presidente Alexandre Kalil ir tratando de decretar “estado de sítio” na Cidade do Galo!!

Consciências sacudidas, compromissos reafirmados e o resgate do profissionalismo devem estar na ordem do dia. Em todas as direções, em todos os escalões, como num mutirão, com todos na mesma rota e com um mesmo pensamento.

O regime de urgência urgentíssima tem de imperar imediatamente, sob pena de acordarmos assistindo aos jogos do Galo nas terças e nas sextas-feiras!

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Publicado por em 19/09/2011 em Uncategorized

 

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REFLEXÕES E A PERGUNTA: VOCÊ CONFIA NESTE TIME?

É inegável que o Atlético, no segundo turno, está fazendo uma campanha diferente e mais produtiva.

Mas, pensando cá com os meus botões, comparando com os resultados iniciais do primeiro turno, só a vitória sobre o Bahia foi diferente do início do campeonato, quando ocorreu um empate em Pituaçu.

De diferente mesmo, só a postura do time em campo, com uma atitude mais aguerrida, que sempre foi típica do Clube Atlético Mineiro.

E porque não foi assim desde o começo? É uma pergunta que certamente deixará muitos jogadores gaguejando à procura de uma resposta convincente.

Os próprios jogadores admitem que o time foi apático durante o transcorrer da maior parte da disputa e essa preguiça é que detonou o clube na tabela de classificação.

Ora, cabe apatia em uma equipe de profissionais que ganha uma fábula mensalmente?

Ou é justamente essa montanha de dinheiro que os tornam preguiçosos?

Isso não tem sentido, pois se assim fosse, Messi _ que ganha muito mais _ não correria feito um louco em campo, como faz. E outros exemplos que estão aí na nossa cara.

E fico pasmo quando um jogador _ como um Cristóvão Colombo descobrindo a América _ diz que a postura e a atitude do time mudaram.

Essa declaração é o reconhecimento mais flagrante que, no reino da Dinamarca, havia algo de tão putrefato, que foi capaz de paralisar pernas e brio de atletas.

O que desmotivaria um sujeito que recebe mensalmente, em dia, valores não inferiores a 40 mil e muitos deles próximos de 250 mil reais?

Se trouxermos isso para próximo da nossa vida comum, é grana para um apartamento ou um carro de luxo por mês. POR MÊS!

E mesmo assim, essa equipe que aí está, deixou escapar sob os seus olhos inúmeras oportunidades de fazer história ostentando o manto alvinegro.

Este é o time mais caro de toda a vida centenária do Clube Atlético Mineiro!

E, junto com o de 2010, certamente o que mais decepcionou.

Pois, das equipes ruins que o Atlético montou em outros anos, nós não esperávamos muita coisa mesmo. A nossa expectativa era tão baixa quanto o rendimento do conjunto em campo.

A VERDADE: Foi um altíssimo investimento jogado no ralo. Não há, no grupo do Galo, nenhum jogador diferenciado que justifique essa grana toda.

E o pior, a equipe não deu liga, não se encaixou.

Vai sobrevivendo aos trancos e barrancos e se mantendo às custas de milhões de orações contritas ao Deus Pai Todo Poderoso, que, aliás, tem coisas muito mais importantes a fazer neste mundo do que ficar impedindo que bolas entrem no nosso gol.

Se você, caro atleticano, não pensa como eu, me responda com toda sinceridade de que é capaz:

Você confia neste time?

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Publicado por em 14/09/2011 em Uncategorized

 

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NA CIDADE DO GALO, UM PERIGOSO CICLO VICIOSO.

Sinto que seja necessária uma apresentação formal para que vocês entendam que diabos eu estou caçando aqui no Lances & Nuances.

Bem, primeiramente, é uma honra escrever para um dos melhores e mais acessados blogs sobre o Galo. Blog este que eu já acompanhava com os excelentes textos do Roberto e todo o time de colunistas, e concordava com boa parte das opiniões (é impossível concordar com todas, uma vez que cada um pensa o futebol com sua própria perspectiva, mas no geral as opiniões iam ao encontro) e por isso me sinto a vontade pra tecer comentários sobre o nosso (outrora) glorioso clube – e aqui já vai a primeira alfinetada no time.

Em segundo lugar, alguns já me conhecem do tempo de colunista do Esporte Interativo e do blog Diabos Alvinegros, contando com uma meteórica participação no Diário do Galo do amigo Carlos Brant. Pois bem, não é a toa que venho aqui falar um pouco de mim e muito sobre o Galo, pois com o momento vivido pelo alvinegro do nosso coração, fica quase impossível que dois (ou mais) atleticanos se reúnam em um bar, faculdade, twitter e etc. e não discutam sobre a situação do time, com as sempre ponderadas – ou nem tanto – alfinetadas na gestão Kalil, no trabalho do Eduardo Maluf e nos técnicos que passaram por aqui, até chegar aos jogadores.

É fato que a nossa condição não é das melhores. Estamos, já a algum tempo, muito mal das pernas dentro de campo e com uma inexplicável confortável situação administrativa, com salários em dia, condições de topo de treinamento, jogadores convocados para a seleção, enfim… tudo aquilo que o nosso presidente adora citar nas suas sempre idênticas entrevistas coletivas.

Mas então o que faz com que os resultados em campo, que são o carro-chefe e razão secundária de existir (a primeira é a apaixonada torcida), ainda não tenham sido alcançados, e pior, tenham sido bem aquém das enormes expectativas de torcedores, jornalistas e próprios jogadores/técnicos/diretoria no início do campeonato? Obviamente que eu não tenho a resposta, pois se tivesse já teria ligado para o Kalil e passado a receita, ao invés de continuar sofrendo.

Mas convido vocês a pensarem na sucessão de erros estratégicos cometidos no último período de 12 meses.

Com o Luxemburgo, a equipe vinha mal no campeonato do ano passado e só conseguiu uma reação quando o Dorival Junior assumiu o comando da equipe. Dorival pegou um clube estruturado, mas no meio de um trabalho fracassado, com jogadores que haviam sido indicados por seu antecessor, melhorou os resultados e iniciou o ano com um plantel forte. Decidiu, então, dar a sua cara ao time. Contratou e dispensou quem e quando quis e insistiu com alguns jogadores abaixo da crítica (assim como fez Luxemburgo) e pagou o preço por isso: foi demitido.

Agora entra Cuca, que fará com os jogadores de Dorival o mesmo que este havia feito com os de Luxemburgo! Possivelmente, ao acabar o ano, mandará quem quer embora e contratará quem deseja para moldar seu time. Serão necessárias novas 30 contratações?

Só o tempo dirá, mas o Galo caiu em um ciclo vicioso e não é de agora. Não começou com o Kalil, mas prova que, mesmo com os antecessores do presidente tendo errado da mesma maneira, ele precisava repetir o erro e se valer da própria experiência de fracasso dos demais para aí sim dizer que aprendeu.

Bom, feliz do homem que aprende observando os erros dos outros. Empiricamente, foi possível que muitos torcedores vissem os erros cometidos, será que os dirigentes não conseguiram enxergar?

Bem, a discussão vai muito além disso e entra no âmbito dos empresários, da índole dos profissionais contratados, das brigas de bastidores e etc. É muita coisa para se falar e pensar, mas tenho certeza que vocês já estão cansados de tanto ler sobre isso. Sendo assim, convido-os a comentar e interagir conosco, para que possamos criar uma discussão interessante e analisar os já tão analisados problemas do Galo. Mais uma vez, agradeço ao amigo Roberto pelo espaço e termino com o maior clichê dos blogueiros atleticanos, mas que ainda vale e, infelizmente, ainda será bradado por um longo tempo:

REAGE, GALO!

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Publicado por em 09/09/2011 em Uncategorized

 

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MAIS UM CONTRATADO: WESLEY, EX-GRÊMIO PRUDENTE.

O novo contratado do Atlético não é nenhum craque.

Joga de meia-atacante ou atacante, tem 29 anos e, em toda a sua carreira, a equipe de maior expressão que integrou foi o Grêmio Prudente, pelo qual marcou 10 gols no campeonato brasileiro.

Convenhamos, Wesley não tem um currículo invejável, pelo contrário, prima pela modéstia, se considerarmos a sua idade.

Todavia, mesmo assim, Dorival Junior viu nele um perfil adequado para compor o elenco do Galo em 2011.

Então, eu deduzo que algo de bom o atleta tem.

Aliás, o Atlético nao foi o único interessado nele. O Fluminense também estava na parada.

Então, já que foi aprovado pelo treinador que nos tirou de uma gelada e que, indubitavelmente, entende muito de futebol, desejo ao Wesley toda sorte do mundo com a camisa alvinegra.

Que tenha muito sucesso por aqui!

Para que os atleticanos tenham um pouco mais de informações sobre a nova aquisição, posto abaixo 2 vídeos contendo 4 gols do jogador.

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Neste vídeo, Wesley marca os dois gols do Grêmio Prudente na derrota de 3 a 2 para o São Paulo:

Agora Wesley marca os dois gols do Grêmio Prudente no empate em 2 a 2 contra o Ceará, em Fortaleza. O primeiro deles foi um golaço!

 
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Publicado por em 20/12/2010 em Uncategorized

 

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EXERCITANDO A FUTUROLOGIA COM O PLANTEL DO GALO – PARTE 2

Nestes tempos de inércia absoluta do futebol, quando o que se movimenta é a especulação alucinada da mídia e dos torcedores _ ao invés dos jogadores correndo atrás de uma bola  _ o L&N deu uma parada estratégica de quase uma semana para aguardar os acontecimentos.

Porém, tanto Kalil quanto Maluf são como um túmulo lacrado. E estão cobertos de razão.

Neste mercado disputado que nem briga de foice num quarto escuro, a melhor estratégia é o trabalho camuflado por entre as sombras.

Todavia, por causa de uma palavra aqui, outra palavrinha ali, um interesse acolá, sempre escapa algo para se ler nas entrelinhas.

A cabeça do Dorival Junior, a cada dia que passa, vai se tornando mais transparente. O seu olhar crítico em relação às posições carentes do Galo é o mesmo da maioria massacrante dos atleticanos: A prioridade de reforços é do meio de campo para trás.

Dorival Junior quer alterar o perfil do Galo em campo e equilibrar os setores, dando ao time uma maior consistência defensiva ao mesmo tempo em que proporciona grande desenvoltura no ataque.

Para que isso ocorra com sucesso, contratações pontuais serão fundamentais, pois não se pode equilibrar o desequilibrável. Com o elenco que temos hoje, mesmo que se treine 24 horas por dia, não há Cristo que dê jeito nas nossas deficiências gritantes.

Rafael Cruz, Diego Macedo, Alê, Jackson, Jheimy, Fernandinho, Ricardo Bueno, Fabiano (que, infelizmente, vai renovar contrato), Aranha, Fábio Costa, entre outros, não são jogadores dignos de vestir a camisa atleticana. São ruins demais.

Na minha concepção, já teriam sido dispensados ou emprestados sem rodeios inúteis e sem perda de tempo.

As posições críticas da equipe _ todo mundo sabe _ são as laterais e o meio-campo defensivo (volantes de contenção). Talvez a zaga tenha a necessidade de um zagueiro mais alto que Werley para fazer dupla com Réver. Ok.

Mas isso não significa dizer que a armação e o ataque estão excelentes ou que não precisam de reforços. Longe disso. Acredito que, dependendo das oportunidades de mercado, jogadores mais rápidos serão contratados do meio para a frente.

Pois Dorival quer acabar de vez com a extrema lentidão do time. E quem não quer? O Galo, desde priscas eras,  sempre primou pela velocidade do contra-ataque mortal.

O resgate do estilo rápido e incisivo é a tarefa que o nosso treinador se propôs… com novos jogadores.

Nada de estrelas, como disse Alexandre Kalil. Nada de vedetes para rebolarem nas quatro linhas.

O que precisamos é de atletas com vontade de vencerem às custas de muito suor, se somando aos grandes nomes que o grupo já tem.

Sinalizando neste sentido, está aí a contratação de Toró, ex-Flamengo, que se concretizará na semana que vem, salvo algum problema de última hora.

Sinceramente _ que me perdoem os que querem contratações de estrelas  _ neste ano de ressaca moral que se inicia, eu não quero buscar ninguém no aeroporto!

Torço por muita qualidade no elenco, mas qualidade sem luta não adianta nada. Na mesma linha de raciocínio, muita luta sem qualidade também dará com os burros n’água. Para obter sucesso, não existe uma coisa sem a outra.

Então espero que Dorival Junior saiba misturar estes dois ingredientes essenciais assim como um talentoso chef francês prepara um sofisticado prato à base de frutos do mar.

Com sabedoria e equilíbrio!

E você, caro leitor, qual a sua opinião a respeito?

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Publicado por em 10/12/2010 em Uncategorized

 

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