A presença de Eduardo Maluf na diretoria do Atlético continua gerando uma série infindável de pontos de interrogação.
Como um diretor de futebol que ganha mais de 100 mil mensais _ e não produz absolutamente nada _ permanece no cargo?
O custo x benefício do Maluf nunca foi calculado seriamente no Galo?
Em qualquer empresa privada, um profissional que em dois anos não apresenta resultados consistentes, é sumariamente demitido. Porque o Maluf não é?
Os dois anos de Eduardo Maluf no Galo se traduzem em eliminações prematuras na Copa do Brasil e dois campeonatos brasileiros fugindo que nem loucos da segunda divisão.
Contratações equivocadas (entre elas, a de Marquinhos Cambalhota, que ele chamou de fenômeno), disputas frustradas de bons jogadores (quando estes são desejados por outros clubes), promessas não cumpridas, análise estapafúrdia das reais necessidades da equipe, lerdeza nas ações, entre outras, só fazem reforçar mais uma questão:
Até quando vamos aturar um diretor de futebol perdedor?
Mas, para não ser injusto, partamos para uma conjectura sob novo ângulo, o que também acrescenta mais pontos de interrogação: e se Maluf não for o mordomo desta história?
E se ele não tiver nenhuma culpa no cartório e o verdadeiro culpado é o seu chefe, Alexandre Kalil, que não dá suporte às suas negociações?
Afinal, foi Kalil quem disse que o time que aí está seguirá sem reforços para o campeonato mineiro. Por consequência, disputará toda a Copa do Brasil e uma parte do Brasileirão com uma equipe que, para ser insanamente otimista, é apenas razoável.
A tendência mais lógica é repetir, para desgraça da Massa, as mesmas campanhas horrendas de 2010 e 2011.
Mesmo porque, o estilo de atuação da diretoria neste ano é muito parecido com o dos anos citados. E se insistem nos mesmos erros, querem que mude o que? Por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo?
Será o Kalil tão centralizador que não delega ao seu diretor as decisões relativas ao departamento de futebol?
Se Kalil é quem barra a boa performance de Maluf, porque então o mantém como um peso morto na diretoria do Atlético?
O mais correto seria demití-lo, assumir suas atribuições e mandar bala!
O que não dá pra aguentar é ver que, a todo ano, cometem-se os mesmos erros em relação ao futebol do clube. Parece que correções de rumo em busca de sucesso e conquistas são proibidas na Cidade do Galo!
Repete-se o mesmo lenga lenga de sempre. É como um carro atolado no barro, tão atolado que já não patina mais. Para que gastar pneus se não vai desatolar?
E aí surge mais uma interrogação, a mais séria, a mais dolorosa: FALTA AMBIÇÃO AO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO?
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