A cada dia me convenço mais de que ainda não temos time para disputar, de igual para igual, com os grandes deste país.
Contra o CENE, de Mato Grosso, as deficiências ficaram escancaradas.
Não pelo resultado, que foi excelente por eliminar o segundo jogo. Mas pela dinâmica de jogo, que não existiu.
No primeiro tempo, não houve esquema nem nada parecido. Havia dentro de campo um bando de jogadores correndo atrás da mesma bola.
Para um observador atento, em um time organizado, é fácil determinar se se joga no 3-5-2, ou 4-4-2, ou até mesmo no 4-2-3-1, que é o esquema mais mutável durante o transcorrer de uma partida. E outros desenhos táticos mais.
Mas está difícil cravar com certeza em qual esquema o Galo atua. O que se imagina no papel ao analisar-se a escalação é uma coisa. Quando a bola rola, é outra completamente diferente.
Claro que a baixa produtividade de alguns atletas compromete o resultado final. Não há técnico neste mundo capaz de implantar um sistema com jogadores que não rendem aquilo que são capazes de render. No nosso caso, atuando abaixo da crítica temos Danilinho, Serginho, Richarlyson, Guilherme, Marcos Rocha (inexplicavelmente tímido com a camisa do Atlético), entre outros…
É gente demais produzindo pouco!
Por não ter um meia armador de ofício, daqueles que arredondam a bola e fazem-na correr em lançamentos ou enfiadas, Cuca tem montado o time de forma a povoar o meio de campo, aproximando os meias entre si e dos atacantes, com o intuito de agredir o adversário com passes rápidos e curtos.
É uma saída bem bolada essa. Seria excelente, não fosse a péssima qualidade do passe. E aí a rapidez vai pro saco! E tome contra-ataque. E de tantos erros sucessivos, os jogadores vão perdendo a confiança e acontece o que aconteceu ontem. O time vira um amontoado despersonalizado e sem estratégia.
Nunca o Galo necessitou tanto de um meia de ligação! Em outras formações, em tempos passados, ainda dava para jogar sem ele, devido ao perfil dos diversos grupos de atletas. Quando houve necessidade e não o tivemos, nos ferramos em preto e branco.
Desta vez, está claro demais. Sem um meia de ligação _ que Mancini não é _ o Atlético vai dar murro em ponta de faca durante todo o ano de 2012.
Há que organizar-se a equipe em campo. Há de se buscar um lateral esquerdo _ que Richarlyson não é… e confesso que não sei o que ele é! _ mais um goleiro gabaritado pagando-se o preço que for, o tal do meia armador e agora acrescento mais um: um atacante daqueles enfiados na área, que fungam no cangote do zagueiro o tempo inteiro, seja por baixo ou pelo alto.
Nesta Copa do Brasil, a nossa sorte é que os outros grandes também estão uma baba. Mas precisamos, por uma questão de oportunidade, largar na frente o mais urgente possível.
Seremos capazes disso com Eduardo Maluf, a lesma de Vespasiano, comandando as contratações? Responda você, caro leitor e amigo do L&N.
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