Aumentaram as especulações acerca do retorno de Diego Tardelli ao Atlético.
O próprio Tardelli se incumbe de alimentar o boato ao postar no twitter frases que sugerem um breve retorno.
O presidente Kalil e Eduardo Maluf se apressam em desmentir, sob a alegação de que Anzhi (Rússia) e Tardelli pedem valores absurdos, impossíveis de serem bancados.
O ex-centroavante atleticano não seguirá jogando no Anzhi. Não consegue atuar bem e não é relacionado para as partidas.
Diante do que afirma todos os dias no twitter, a vontade de Dom Diego é retornar ao Galo. E eu acredito nisso, embora saiba que, como profissional que é, o dinheiro é que definirá o seu destino.
A torcida espera por ele, eu sei. Mas, objetivamente, levanto uma hipótese: se o time de 2011 tivesse feito uma excelente campanha, a aspiração da nação seria a mesma?
Em outras palavras, se Kalil, de forma competente _ o que é quase impossível com Maluf do lado _ tivesse substituído Tardelli à altura, teríamos nós a mesma ansiedade em tê-lo de volta?
Embora eu já tenha me decidido a apoiar o retorno do artilheiro, me pergunto se isso está mais escorado nas frustrações da era pós-Tardelli do que propriamente na consistência do “ídolo” que ele foi… ou é.
E Tardelli foi efetivamente ídolo do Galo? Eu não saberia responder a essa questão, pois sou muito exigente em relação ao conceito.
Entretanto, ídolo ou não, eu não posso negar que seria um baita reforço nas atuais circunstâncias. Pelo menos, é um cara identificado com o DNA do Clube Atlético Mineiro, ao contrário da maioria dos contratados neste ano.
Ao mesmo tempo, qual seria a resposta do Kalil à seguinte pergunta: você, que pagou os tubos no Guilherme (que joga um futebol bem chinfrim), está disposto a investir no Tardelli, que custa menos, mas vale muito mais?
Politicamente, no meu ponto de vista, Alexandre Kalil está numa sinuca de bico perante a torcida atleticana. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!
E para acirrar a discussão, tem ainda a insegurança da direção do Atlético quanto a permanência na série A.
Você fecharia com Tardelli para garantir o negócio ou aguardaria a definição do nosso destino no campeonato brasileiro? Lembre-se que, na escolha da última hipótese, tem Catar, Turquia, Palmeiras, Vasco e Grêmio interessados.
E aí? Disposto a discutir a melhor solução?
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