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ENTREVISTANDO DIMARA OLIVEIRA.

O blog Lances & Nuances novamente entrevista um profissional formador de opinião. Desta vez, Dimara Oliveira, jornalista esportiva da TV Alterosa, emissora mineira que cobre o futebol da nossa terra. Ela, como sempre muito educada e atenciosa, dispôs-se a falar com os alvinegros.

Vamos à entrevista:

Lances & Nuances – Prezada Dimara, pode-se dizer que você é um dos destaques televisivos da imprensa esportiva mineira. Permita à imensa torcida atleticana conhecê-la melhor, contando o desenrolar de sua carreira.

Dimara Oliveira – Obrigada pelo carinho. Minha primeira opção era a medicina, fiz “patologia clínica”, depois a opção foi pelo “direito” pela tradição da família e só depois optei pelo jornalismo. Era muito nova, tinha 17 anos quando iniciei o curso de comunicação.
Fui direto para a Band ainda como estagiária e depois acabei ganhando a vaga de repórter. Rapidamente passei a fazer também a rede nacional, além do Minas Esporte.
Tudo começou cedo na minha vida. Fiquei na Band até 99, quando fui para a assessoria de imprensa do Cruzeiro, onde fiquei até 2004. Retornei à Band em 2004, já como editora chefe de esportes da emissora.

L&N – Cada pessoa, seja ela jornalista ou não, tem o seu time de coração. O L&N não tem nada contra isso, uma vez que é um direito do cidadão de qualquer profissão. O que pedimos é imparcialidade no tratamento dado aos clubes. Você crê que a imprensa mineira é imparcial?

Dimara – Quem me conhece sabe que acho que qualquer tipo de análise, pré- julgamento não é justo. Posso falar apenas por eu mesma. Não tive criação em BH, toda a minha relação é com São Paulo, por ter sido criada no sul de Minas. Aprendi, mas não sou muito ligada a essa rivalidade absoluta de Atlético e Cruzeiro. Procuro em tudo que faço, ser jornalista que é o meu orgulho.

L&N – Para qual time você torce?

Dimara – Aprendi ao longo da carreira a torcer por bons trabalhos, pelos amigos que fiz ao longo da carreira. Graças a Deus tenho amigos espalhados pelo futebol mundial. Gosto sempre do bom trabalho e do bom futebol.

L&N – Todos sabemos que a campanha realizada pelo Atlético em 2011 foi ridícula e cobriu de vergonha os atleticanos espalhados por esse Brasil afora. Por isso mesmo, só podemos deduzir que temos um time fraco e inoperante, principalmente nos jogos fora de casa. Para que esta situação seja mudada de uma vez por todas, quais os setores (dentro e fora de campo) que precisam de reforços, na sua opinião?

Dimara – Acho que o Atlético tem em sua retaguarda bons profissionais! Já disse em outras oportunidades que Dorival Júnior “não fez bem” ao Atlético, na questão física (grupo de profissionais seus), técnica e em algumas decisões tomadas até pela questão do Diego Souza. Não sou “corneta” nunca fui, gosto do trabalho do Cuca e acredito que ele vai encontrar o caminho.

L&N – Caso você fosse treinadora do Atlético, pediria à diretoria a contratação de um goleiro?

Dimara – No caso específico do goleiro e sem “cornetar” [risos] acho que o Renan tem um potencial muito bom, mas não tem conseguido mostrar, e não é possível esperar tanto assim. Eu pediria sim, um goleiro mais experiente

L&N – Guilherme saiu do Cruzeiro, onde você trabalhou por algum tempo. Certamente o conhece mais do que nós, atleticanos. O que houve com o rapaz, que não conseguiu repetir no Galo as atuações que o consagraram no time do outro lado da lagoa?

Dimara – Se soubesse a resposta já teria dito e tentado ajudar [risos]. Olha só, pela própria situação que o Atlético viveu  no ano passado, todos que chegavam, carregavam uma responsabilidade muito grande de ter que mudar toda uma história. Acho que existe a questão da avaliação do perfil do jogador, onde ele pode render mais e tudo isso teve o seu “peso”.

L&N – Quais as suas expectativas em relação ao desempenho do Galo em 2012, sabendo que algumas contratações já foram feitas e que não se repetiu o festival de barcas de 2011? Ainda falta gente para chegar?

Dimara – O Atlético acabou este ano mantendo uma base. Tenho expectativas muito boas com garotos como o Fillipe Soutto, o Bernard e o próprio André. Essa retomada de jogadores feitos em casa pode dar uma outra conotação ao time. O que vai acontecer, qualquer exercício nesse momento é “futurologia”.

L&N – A ponta do iceberg da corrupção na arbitragem brasileira acaba de emergir no caso do juiz Gutemberg de Paula contra o Sérgio Correa, da CBF. O L&N acredita que tem muita sujeira debaixo desse tapete. Qual a sua opinião a respeito?

Dimara – Acho que entra ano, sai ano. Entra campeonato e sai campeonato. Todos reclamam da mesma forma. As situações devem ser apuradas e acho que falta vontade nisso.

L&N – A torcida atleticana admira muito o seu trabalho, Dimara. Sendo assim, qual a sua mensagem para a nação alvinegra?

Dimara – Agradecer sempre o carinho e o respeito pelo meu trabalho de todos os atleticanos e dizer que a cada matéria, a cada divulgação de notícia que faço do Galo, procuro ser o mais “clara” possível para que todos possam ter sempre a boa informação.

A sua entrevista honrou este espaço e a nação atleticana, Dimara. Muito obrigado.

Para seguir a entrevistada, clique aqui.

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Publicado por em 17/01/2012 em Uncategorized

 

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O PALHAÇO DA HORA É O CRUZEIRO.

Em seus dois anos de existência, o L&N nunca teve como tema principal o clube do lado afrescalhado da lagoa.

Talvez porque, para nós, ele é tão insignificante que não vale a pena citá-lo.

Ou porque aqueles que vestem azul sejam tão arrogantes dentro de sua pequenez, que causa uma certa náusea falar deles.

Mas qual o motivo que me leva a transformá-los, de repente, no assunto central de uma crônica escrita em um dos latifúndios mais atleticanos da globosfera ?

A resposta é: nesta semana, não somos nós o alvo na berlinda. Não somos mais a bola da vez.

O palhaço da hora é o cruzeiro (peço perdão se já mudaram de nome e eu não fui comunicado!).

O mesmo clube que só cresceu às custas de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, Wilson Piazza, Evaldo, etc, lá nos idos longínquos dos anos 1960.

Uma geração vencedora (é verdade) fez crescer uma torcida que até então, era menor que a do América.

Mas cresceu errado. Cresceu tão somente escorada em títulos. Quanto mais títulos, maior a torcida.

A grande maioria formada por simpatizantes oportunistas, que escolhem o clube que está vencendo, ou que gostam mais do azul do que do preto e branco ou do verde e preto. Na verdade, uma escolha mais estética do que de sangue, de amor, de paixão.

Enfim, uma torcida que migrou da turma de indecisos. E indecisos permanecem na sua essência até hoje.

Estou dizendo tudo isso porque se aproxima a hora de o cruzeiro experimentar o inferno da segunda divisão.

E quero ver se, tal qual o glorioso Galo das Alterosas, a sua torcida permanecerá presente, irmanada até na medula espinhal em prol da equipe. Será? Será mesmo que conseguirão?

De 2005 a 2010, o Atlético, mesmo passando cagaços em cima de cagaços, foi o terceiro clube que mais cresceu em número de torcedores no Brasil (mais de 1 milhão e 200 mil torcedores). Acima dele, só Corinthians e São Paulo.

O cruzeiro cresceu, apesar de todas as suas propaladas conquistas, inclusive o “título” de Barcelona das Américas, pouco mais do que cem mil torcedores. Repito: POUCO MAIS DE CEM MIL TORCEDORES!

Isso diz alguma coisa? Na minha modesta opinião, significa que a torcida do Galo é autêntica, de RAIZ, composta por torcedores que, independente das merdas que o time faz, é atleticana até na hora da chamada inevitável de Deus.

Se o atleticano tiver uma bandeira do Galo sobre o seu caixão, ele irá em paz e morrendo de rir dos que ficam! E, ao lado de Deus, ele dará um jeito de, sutilmente, influir naquelas bolas tortas que pegam na perna do zagueiro e acabam entrando. Vocês não viram o gol do Leonardo Silva contra o Coritiba?

Superamos a segunda divisão com mais torcedores do que antes porque os pais são tão atleticanos, mas tão atleticanos, que incutem nos filhos o amor ao Galo desde os primeiros dentes, desde os primeiros passinhos que mais parecem uma pipa dando buscadas. Alguns forçam a natureza e querem ANTES! O grito de Galoooooooo é sagrado, é imortal!

Um pai atleticano se emocionará às lágrimas, se o seu bebê gritar GALO antes de falar PAPAI. Loucura? Pode até ser, mas corre no sangue e não tem cura.

Se o cruzeiro _ o time que em seu hino valoriza mais a vaidade do que o amor verdadeiro _ cair para a segunda divisão, e se permanecer nela, não duvido que, daqui há poucos anos, o América supere novamente a torcida de ocasião.

Não tendo títulos, não tem torcida! É esta a filosofia azul.

Não há nela riqueza de espírito suficiente para segurar a onda!

Não há RAIZ! Não há BERÇO!

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Publicado por em 01/12/2011 em Uncategorized

 

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O RETORNO DE DOM DIEGO TARDELLI

Aumentaram as especulações acerca do retorno de Diego Tardelli ao Atlético.

O próprio Tardelli se incumbe de alimentar o boato ao postar no twitter frases que sugerem um breve retorno.

O presidente Kalil e Eduardo Maluf se apressam em desmentir, sob a alegação de  que Anzhi (Rússia) e Tardelli pedem valores absurdos, impossíveis de serem bancados.

O ex-centroavante atleticano não seguirá jogando no Anzhi. Não consegue atuar bem e não é relacionado para as partidas.

Diante do que afirma todos os dias no twitter, a vontade de Dom Diego é retornar ao Galo. E eu acredito nisso, embora saiba que, como profissional que é, o dinheiro é que definirá o seu destino.

A torcida espera por ele, eu sei. Mas, objetivamente, levanto uma hipótese: se o time de 2011 tivesse feito uma excelente campanha, a aspiração da nação seria a mesma?

Em outras palavras, se Kalil, de forma competente _ o que é quase impossível com Maluf do lado _ tivesse substituído Tardelli à altura, teríamos nós a mesma ansiedade em tê-lo de volta?

Embora eu já tenha me decidido a apoiar o retorno do artilheiro, me pergunto se isso está mais escorado nas frustrações da era pós-Tardelli do que propriamente na consistência do “ídolo” que ele foi… ou é.

E Tardelli foi efetivamente ídolo do Galo? Eu não saberia responder a essa questão, pois sou muito exigente em relação ao conceito.

Entretanto, ídolo ou não, eu não posso negar que seria um baita reforço nas atuais circunstâncias. Pelo menos, é um cara identificado com o DNA do Clube Atlético Mineiro, ao contrário da maioria dos contratados neste ano.

Ao mesmo tempo, qual seria a resposta do Kalil à seguinte pergunta: você, que pagou os tubos no Guilherme (que joga um futebol bem chinfrim), está disposto a investir no Tardelli, que custa menos, mas vale muito mais?

Politicamente, no meu ponto de vista, Alexandre Kalil está numa sinuca de bico perante a torcida atleticana. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

E para acirrar a discussão, tem ainda a insegurança da direção do Atlético quanto a permanência na série A.

Você fecharia com Tardelli para garantir o negócio ou aguardaria a definição do nosso destino no campeonato brasileiro? Lembre-se que, na escolha da última hipótese, tem Catar, Turquia, Palmeiras, Vasco e Grêmio interessados.

E aí? Disposto a discutir a melhor solução?

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Publicado por em 03/11/2011 em Uncategorized

 

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EU, O MAURO CÉZAR, O GALO GRANDE E O GALO MÉDIO

Prezado Mauro Cézar,

Quero começar dizendo que recebi boas referencias a seu respeito, de um amigo que é jornalista e trabalha com você. Mas, mesmo que não tivesse escutado isso dele, não ousaria colocar em xeque seu trabalho de tantos anos – mesmo porque não acompanho de perto – apenas por discordar de uma idéia sua. Ao lhe escrever, meu objetivo é o diálogo saudável e o esclarecimento de uma dúvida sincera que me ocorreu e que compartilharei com você ao final.

Não discordo de você quando aponta a ausência de bons resultados e títulos do Clube Atlético Mineiro nas últimas duas décadas. Mais do que ninguém, nós da torcida sabemos como nos é caro esse jejum. Portanto, concordo que este é um elemento importantíssimo que caracteriza um time grande: títulos. Nesse ponto, não podemos discordar. Só não concordo que isso, por si só, constitua um time grande. Ser tão taxativo seria medir o imensurável baseado no mensurável.

Um time não se faz grande apenas porque a torcida é grande e fanática? Verdade. Mas esse é um elemento que não se deve menosprezar. Um CT invejável não faz um clube grande? É verdade. Mas você vai negar que uma estrutura dessa qualidade pode ajudar, e muito, nos resultados futuros? Um time vitorioso não se faz recheado de contratações caras e comissões técnicas badaladas. Também concordo. Mas, peraí, não é importante saber que o clube está se reestruturando financeiramente e consegue se reforçar?

Pagar salários em dia não leva um time ao topo da tabela de classificação? É claro que não. Mas vai falar que isso não importa na hora de montar seu elenco? E ter um trabalho excepcional nas categorias de base, ganhando vários títulos importantes, não faz um clube grande. Mas vai menosprezar esse trabalho? O que estou querendo dizer, Mauro Cézar, é que de longe a realidade pode parecer simples, mas bater martelo baseado em um aspecto (importante, mas é um aspecto entre vários) e dizer de forma tão contundente que um time tornou-se mediano é uma verdade que considero reducionista.

E daí vem a minha dúvida: em que o seu comentário nos ajuda? Você diz que o Atlético precisa se reconhecer médio para voltar a ser grande. O que significa isso em termos práticos? Trabalhar com um elenco mais modesto, sem nenhuma grande contratação? Enfrentar times grandes, em casa, com 3 zagueiros e 4 volantes? O que significa isso para a torcida? Baixar a crista de Galo e desestufar o peito quando vestir a camisa? Olhar o escudo como quem se acha menor? E a diretoria, o que faria no dia em que se visse à frente de um time médio?

De verdade, não entendi seu conselho. Não sei o que ele significa no dia-a-dia. Na minha opinião de torcedora, o Galo precisa fazer o contrário: reconhecer-se grande e trabalhar segundo esses padrões. Qualquer pessoa que visitar seu centro de treinamento e olhar o trabalho das categorias de base saberá que o Clube não pensa pequeno. E qualquer um que tiver boa vontade enxergará que uma estrutura bem montada, contas em dia, torcida enorme e apaixonada também são elementos que caracterizam um time grande. É preciso ter aspirações.

Mas, juro, fiquei com uma pulga atrás da orelha: saber-se médio para tornar-se grande? Poderia explicar isso melhor? Não estou pedindo para você reafirmar que considera o Atlético um time médio. Isso eu já entendi. Eu quero é saber o que você acha que devemos fazer com isso e em que o seu conselho pode nos edificar. Agradeceria muito se você pudesse ser mais claro. E, por favor, se o fizer, gostaria de pedir ainda que evite respostas prontas. Porque, se for o caso, acho que vou desconfiar que sua intenção era menos a de contribuir para o futebol e mais a de polemizar, simplesmente. O que, de verdade, espero que não tenha sido.

Obrigada.

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Publicado por em 28/10/2011 em Uncategorized

 

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MENTE E CORAÇÃO

O que faz um cabeça de bagre se tornar um jogador de seleção brasileira?

O que faz um time desequilibrado, irregular em seus setores, com um ataque fraco e inoperante, se tornar vencedor?

Para as duas perguntas, uma só resposta: MENTE E CORAÇÃO!

Para os dois casos, conhecemos inúmeros exemplos de atletas que se superaram na base da concentração férrea da mente e do suporte vigoroso do coração.

Se a equipe do Atlético, por conta de suas limitações técnicas, não encontrar liga para impor um jogo envolvente em todas as suas linhas, que busque forças na vontade e na raça de vencer adversários mais fortes.

Mais fortes só porque baseados nos números da campanha. Só por isso. Nenhum passado é capaz de atropelar o presente se estivermos empenhados na medida certa para mudar a história, para transformar o lógico em ilógico.

Porque a história é feita jogo a jogo, dia a dia. Porque o que se faz mal hoje, pode-se corrigir amanhã, e, às vezes, até  atingindo a perfeição. Se absorvermos o verdadeiro espírito da reação, podemos vencer o invencível, destruir o indestrutível!

Somos humanos e como humanos temos potencial diferente a cada dia que passa, ao sabor dos acontecimentos que nos afetam.

Você, que se considera um grande executivo, com capacidade mais que provada de fazer crescer a empresa com criatividade e dinamismo, pode me dizer em sã consciência que, se a sua mulher (que você ama muito) quer o divórcio ou tem um amante, terá o mesmo rendimento profissional?

Claro que qualquer um, em determinado momento, fraquejará. Mas se estiver absolutamente focado naquilo que anseia, nada o fará tropeçar. MENTE E CORAÇÃO forjados a ferro e fogo no amargo sofrimento que enriquece o indivíduo e faz dele uma pessoa melhor.

É baseado nessa concepção que peço: caros jogadores do Galo, não se deixem abater pelas derrotas que até aqui colocaram o Clube Atlético Mineiro numa posição de alto risco. Esqueçam as merdas feitas. Já não é tempo de valorizá-las.

Tenham a certeza. Se unirem, como irmãos siameses, o raciocínio calmo e tático com a emoção agressiva de um predador, o nosso Galo sairá incólume dessa situação.

Não desistam!

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Publicado por em 27/10/2011 em Uncategorized

 

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CARTA AOS JOGADORES DO CAM

Senhores jogadores do Clube Atlético Mineiro,

Não pretendo aqui representar a torcida do Galo. Esta carta é minha, leva a minha assinatura. É a minha opinião. Traz o meu pedido.

Nos últimos anos, já escrevi cartas ao presidente do clube, à torcida e até a mim mesma, mas hoje meu assunto é com vocês. E é respeitosamente que escrevo.

Não deve ser novidade que a Massa atleticana está revoltada com o futebol que vem sendo apresentado, já que a torcida tem ficado calada durante os jogos e até vaiado o time.

Não sei se vocês entendem bem o que isso significa quando se trata da torcida do Clube Atlético Mineiro. Tradicionalmente, somos um povo que empurra seu time para a vitória. Mas acho que, para minha tristeza, não tem sido mais assim, não é?

Eu acho que sei o motivo: para esta nação chamada Galo, não basta ter bons jogadores; é preciso vê-los jogar como quem parte para o jogo mais importante de suas vidas.

E, querem saber? Daqui até o fim do ano, cada jogo será realmente o mais importante de suas vidas. Pensem bem: talvez vocês tenham ganhado títulos em outros clubes, talvez alguns de vocês já tenham conquistado tudo o que queriam, mas um rebaixamento à Série B manchará para sempre a honra de vocês.

O Clube Atlético Mineiro é grande e logo se reerguerá, contratará novos jogadores, poderá ganhar grandes títulos na próxima década. Mas, caso se confirme nosso descenso este ano, vocês serão para sempre lembrados como o time milionário que rebaixou o Atlético.

Acho que vocês ainda não entenderam o tamanho do clube que defendem. Vocês vestem hoje a mesma camisa do único time que fez curvar a toda poderosa Seleção Brasileira de 1970!

Lembrem-se agora de todos os seus sonhos de meninos e saibam que eles estão em jogo. Queriam ser grandes jogadores e agora amargam uma melancólica zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro?

Ainda dá tempo, acordem! Lutem com honra, garra e dediquem cada gota do seu suor a quem quer que queiram: família, amigos e até a vocês mesmos, que um dia sonharam vestir uma camisa de time grande. Não sei se vocês entendem isso, mas o Atlético sempre será grande.

Mas, nas próximas semanas, se o mundo inteiro tiver a impressão de que o Galo se apequenou, serão os rostos e os nomes de vocês que serão apontados como os responsáveis pelo fracasso. Não pensem que uma queda à série B será fácil para vocês. É melhor jogar além do limite agora do que tentar remendar os efeitos depois. Isso sem falar, claro, no prejuízo financeiro.

Não há mais tempo para nada além da mudança de atitude de vocês mesmos. O time que vai cair ou que vai ficar é este aí.

E a decisão de lutar e encontrar forças até onde vocês não sabiam que seria possível cabe somente a vocês. Eu só posso pedir que tentem. São dez jogos. Dez verdadeiras guerras. Eu só posso dizer que, se realmente tentarem, eu acredito de todo coração que conseguirão.

Espero muito que queiram. Lutem. Lutem muito. Entreguem-se de um jeito que ainda não fizeram. E verão um país inteiro, em preto e branco, torcendo loucamente a favor de vocês.

Até mesmo contra o vento!

Ana Cristina Gontijo

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Publicado por em 12/10/2011 em Uncategorized

 

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ALERTAS FORAM DADOS, MAS A ARROGÂNCIA É SURDA!

Nas linhas e parágrafos do L&N sempre alertei para a fragilidade do time do Atlético.

E isso não aconteceu agora, com a equipe descendo a serra em passos largos para a segunda divisão. Aí seria simplório demais.

Foi ANTES da metade do primeiro turno, quando este blog já martelava frases como: A diretoria está dormindo, o time é fraco, desse jeito vamos cair, o nosso futuro pode ser jogar às terças e sextas, e bla bla bla bla bla…

As crônicas estão aí para quem quiser comprovar.

Todavia, apesar dos inúmeros avisos partidos de incontáveis atleticanos, praticamente nada foi feito. Kalil e Maluf viram a caravana passar e nem sequer latiram. Nada foi feito no sentido de mudar o rumo de uma embarcação que já dava claros sinais de naufrágio iminente.

Engessado por seu ego inflado (e juro que não sei o motivo disso, pois só se infla o ego quando se constrói algo realmente espetacular), Kalil arrotou arrogância para tudo quanto é lado ao mesmo tempo em que investia milhões em Guilherme e André, dois atacantes que só provocam infartantes ataques de risos… ou de raiva!

Entre outros investimentos equivocados. Entre outras declarações estapafúrdias em cadeia nacional, declarações estas que NUNCA deram certo e jamais se traduziram corretas no campo de jogo.

Melhores de todos os tempos: Em pé: Nelinho, João Leite, Luisinho, Vantuir, Cincunegui e Cerezo; Agachados: Oldair, Paulo Isidoro, Reinaldo, Dario e Éder Aleixo.

Pelo contrário, só nos criaram situações de extremo embaraço e tentativas de explicar o inexplicável.

Foi uma sequência absurda de enganos que nos trouxe até aqui. Com sinceridade, custo a crer que estamos à beira de um precipício e que o nosso mais provável futuro é um tremendo tombo. Um vexamoso tombo!

Pois tínhamos a faca e o queijo (dinheiro e estrutura) na mão para estarmos agora comemorando a ponta da tabela, se fôssemos minimamente competentes.

Os alertas que o Lances & Nuances deu não passaram disso: ALERTAS de um atleticano preocupado com o destino de seu clube, nada mais. Pena que a arrogância é surda… ou burra!

Eu torço fervorosamente para que, amparados por um gigantesco milagre, escapemos do que seria um verdadeiro desastre na nossa história. De novo!

Ao contrário de muitos outros pseudo-atleticanos que, por terem também feito críticas, aguardam ansiosos a queda do Galo para estourarem o champagne e comemorarem as previsões “acertadas”. Deus me livre e guarde de amigos assim. Prefiro inimigos perfeitamente identificados e não escondidos sob falsas capas alvinegras.

Para ser absolutamente realista, a equipe não merece mesmo nenhum milagre. Nem jogadores e muito menos Alexandre Kalil.

Entretanto, com a queda do clube, a torcida também cai junto. A diferença é que a nação atleticana sentirá uma vergonha infinita e dolorida, muito mais do que aqueles que jogaram o Atlético nessa lama. Ou ao contrário deles, sei lá.

Só sei que ninguém joga fora a flor para presentear espinhos!

Mas, é exatamente este o presente que estamos recebendo do Clube Atlético Mineiro!

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Publicado por em 10/10/2011 em Uncategorized

 

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LÁ VAMOS NÓS PARA MAIS UMA BATALHA!

Sabendo que depois do jogo contra o Flamengo, o Galo enfrentará o Internacional em Porto Alegre, fica claro que a partida contra o time dos urubus cariocas é vital para as nossas pretensões.

Se alguma pretensão ainda existe.

Se, por desgraça, perdermos esses próximos 6 pontos, afundaremos de vez na zona do rebaixamento e de lá só sairemos por obra e graça de Nosso Senhor Jesus Cristo… se Ele deixar de lado assuntos muito mais importantes para nos ajudar.

Contudo, se o Galo vencer o Flamengo, parte com a auto-estima renovada para a batalha contra os gaúchos.

Infelizmente, Neto Berola está fora do embate. É o único jogador do elenco com características formatadas para o contra-ataque veloz. Sem ele, perdemos este trunfo.

Réver ainda é dúvida. Caso não jogue, o indefectível e eterno Werley tomará seu lugar.

Magno Alves e André retomaram condições de jogo, enquanto Guilherme e Marquinhos Cambalhota não treinaram hoje por causa de dores musculares.

Guilherme, certamente, por ter corrido uma barbaridade (?) contra o Atlético-GO!?!

Desta forma, o provável Atlético desta quarta-feira será:

Renan Ribeiro, Serginho (Mancini), Réver (Werley), Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Filippe Soutto, Richarlyson (Renan Oliveira) e Daniel Carvalho; Magno Alves e André.

Renan Oliveira está recuperado e como se dá muito bem contra o Flamengo, está relacionado.

Muitas dúvidas em muitos setores. Mas, ultimamente, não temos que nos preocupar com isso. Seja qual for a equipe escalada, o filme não muda: nunca é comédia. Sempre é um dramalhão digno de Ingmar Bergman!

De todo modo, espero que o time se supere e vença nem que seja de meio a zero, para afastar-se cada vez mais do apavorante polígono da humilhação explícita.

Vamos pra cima deles, Galo!

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Publicado por em 20/09/2011 em Uncategorized

 

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URGÊNCIA URGENTÍSSIMA NO GALO!

Quando faltam 14 rodadas para acabar o campeonato e seu clube necessita de 7 vitórias para escapar do rebaixamento…

Você constata que, desde o início do Brasileirão, as ações no departamento de futebol se mostraram tão ridículas e ineficazes, que, mais uma vez, empurraram o clube para a beira do abismo…

Você assiste uma equipe, carente de técnica e raça, ser derrotada por um time mediano em terreno neutro (sim, pois o Serra Dourada estava praticamente vazio) e não encontrar forças para reagir…

E que, mesmo precisando vencer a todo custo, o técnico substitui o atacante Berola por um volante, Richarlyson, limitadíssimo, que não acerta um lançamento, se posiciona mal em campo e não sabe se ataca ou defende, mesmo não sabendo atacar ou defender…

Depois de analisar estas questões e outras mais _ não levantadas neste post _ você, como pessoa realista que é, só pode concluir que:

O GALO NÃO ESCAPA DA SEGUNDA DIVISÃO EM 2012!!

Para que isso não aconteça, algo de novo tem de acontecer urgentemente. Algo que mude as coisas da água para o vinho.

Faltam só 14 rodadas. Se continuarmos empurrando o destino com a barriga, esperando que um milagre surja do nada para nos salvar, estaremos ferrados em dezembro. Ou bem antes.

Nem o Cuca garante que o Galo não será rebaixado. Maluf “acha” que este ano não passaremos pelo sufoco do ano passado. Ele “acha”!

Já vi cara morrer ao ultrapassar em uma curva fechada, onde ele “achou” que não toparia com uma carreta crescendo à sua frente.

Eu tenho a impressão que a diretoria capitulou diante da intransponibilidade dos problemas, mesmo que estes tenham nascido de sua própria incompetência.

A diretoria, estática e burra, entregou pra Jesus. Estão todos, neste momento, em uma igreja qualquer orando fervorosamente para que Deus conserte a merda que fizeram.

Só que as coisas não funcionam assim.

Então, é bom o presidente Alexandre Kalil ir tratando de decretar “estado de sítio” na Cidade do Galo!!

Consciências sacudidas, compromissos reafirmados e o resgate do profissionalismo devem estar na ordem do dia. Em todas as direções, em todos os escalões, como num mutirão, com todos na mesma rota e com um mesmo pensamento.

O regime de urgência urgentíssima tem de imperar imediatamente, sob pena de acordarmos assistindo aos jogos do Galo nas terças e nas sextas-feiras!

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Publicado por em 19/09/2011 em Uncategorized

 

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REFLEXÕES E A PERGUNTA: VOCÊ CONFIA NESTE TIME?

É inegável que o Atlético, no segundo turno, está fazendo uma campanha diferente e mais produtiva.

Mas, pensando cá com os meus botões, comparando com os resultados iniciais do primeiro turno, só a vitória sobre o Bahia foi diferente do início do campeonato, quando ocorreu um empate em Pituaçu.

De diferente mesmo, só a postura do time em campo, com uma atitude mais aguerrida, que sempre foi típica do Clube Atlético Mineiro.

E porque não foi assim desde o começo? É uma pergunta que certamente deixará muitos jogadores gaguejando à procura de uma resposta convincente.

Os próprios jogadores admitem que o time foi apático durante o transcorrer da maior parte da disputa e essa preguiça é que detonou o clube na tabela de classificação.

Ora, cabe apatia em uma equipe de profissionais que ganha uma fábula mensalmente?

Ou é justamente essa montanha de dinheiro que os tornam preguiçosos?

Isso não tem sentido, pois se assim fosse, Messi _ que ganha muito mais _ não correria feito um louco em campo, como faz. E outros exemplos que estão aí na nossa cara.

E fico pasmo quando um jogador _ como um Cristóvão Colombo descobrindo a América _ diz que a postura e a atitude do time mudaram.

Essa declaração é o reconhecimento mais flagrante que, no reino da Dinamarca, havia algo de tão putrefato, que foi capaz de paralisar pernas e brio de atletas.

O que desmotivaria um sujeito que recebe mensalmente, em dia, valores não inferiores a 40 mil e muitos deles próximos de 250 mil reais?

Se trouxermos isso para próximo da nossa vida comum, é grana para um apartamento ou um carro de luxo por mês. POR MÊS!

E mesmo assim, essa equipe que aí está, deixou escapar sob os seus olhos inúmeras oportunidades de fazer história ostentando o manto alvinegro.

Este é o time mais caro de toda a vida centenária do Clube Atlético Mineiro!

E, junto com o de 2010, certamente o que mais decepcionou.

Pois, das equipes ruins que o Atlético montou em outros anos, nós não esperávamos muita coisa mesmo. A nossa expectativa era tão baixa quanto o rendimento do conjunto em campo.

A VERDADE: Foi um altíssimo investimento jogado no ralo. Não há, no grupo do Galo, nenhum jogador diferenciado que justifique essa grana toda.

E o pior, a equipe não deu liga, não se encaixou.

Vai sobrevivendo aos trancos e barrancos e se mantendo às custas de milhões de orações contritas ao Deus Pai Todo Poderoso, que, aliás, tem coisas muito mais importantes a fazer neste mundo do que ficar impedindo que bolas entrem no nosso gol.

Se você, caro atleticano, não pensa como eu, me responda com toda sinceridade de que é capaz:

Você confia neste time?

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Publicado por em 14/09/2011 em Uncategorized

 

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