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É UMA PENA, MAS SABEMOS QUE NÃO DEU CERTO.

Diego Souza foi mesmo para o Vasco.

O grande jogador do Palmeiras em 2009, quando foi considerado pela crítica especializada o craque do Brasileirão, não teve paciência para recuperar a forma antes de jogar, como era o desejo de Dorival Junior.

O atleta que seguiu para o Vasco não é o de 2009 e sim o de 2010, aquele que matava bolas de canela e que, por muitas vezes, se omitiu em campo.

Com toda sinceridade, não me lembro de nenhum jogo em que ele tenha se destacado.

Apesar disso, grande parte da torcida se mostrou contra a sua saída.

Não pelo que ele jogou ou deixou de jogar, mas pelo que poderia render daqui pra frente.

Algo assim como: “Eu não vi esse cara jogar nada aqui, mas sei que ele é bom porque produziu muito em 2009 e ninguém perde o jeito”.

Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que ninguém se disporia a  colocar a mão no fogo e garantir que ele arrebentaria neste ano de 2011.

E nem que NÃO o faria.

Na dúvida, Alexandre Kalil preferiu reduzir a folha salarial em uma quantia bastante significativa, recuperar o valor empenhado (sem lucros, porém, sem prejuízos), talvez investir em posições carentes e se livrar de uma “estrela” que, mais cedo ou mais tarde, comprometeria o ambiente.

É uma grande pena, e sobretudo, uma grandiosa decepção para os que, como eu, botaram tanta fé no moço.

Mas fazer o que? Que vá e seja feliz.

O Galo, tão grande quanto antes de Diego Souza, continuará a sua caminhada.

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Publicado por em 02/03/2011 em Uncategorized

 

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O AUTO DO JOÃO…

“Não tem jeito, um dia ela chega para todo mundo, com a foice na mão e seu sorriso mortal… mas calma, não se assuste. Se você fizer as opções certas na vida, no final tudo vai acabar bem.”

Naquele dia o expediente já estava quase acabando, São Pedro iria entrar de férias depois de quase dois mil anos sem tirá-las. Estava muito difícil encontrar um porteiro a altura para substituí-lo. O jeito era fechar a porta do céu por 30 dias. O povo que espere um pouco, uai! Ele já estava de malas arrumadas para viajar para uma praia paradisíaca quando vê chegar dois atrasadinhos esbaforidos… “Quer apostar que são brasileiros?” _ pensou São Pedro.

_ Vocês são de onde? _ perguntou.

_ De Minas Gerais, o senhor desculpe o atraso _ disse um deles com um sorriso amarelo. (Eu não falei? Brasileiros!)

O que falou era um tal de João Galo Fortes. O que ficou calado, na moita, era um sujeito meio esquivo, com cara de fuinha, o Raposildo Cervídeo Garça.

São Pedro dá uma olhada na ficha corrida dos dois, coça a cabeça, arregala os olhos e fita-os com um olhar de censura. Então diz:

_ É, a situação de vocês não é boa, não. Como estou com muita pressa, vou analisar só três dos sete pecados capitais e isso basta:

1.      Ira: O senhor João Galo demonstrou muita ira quando o juiz roubou do time dele, quando foi prejudicado pela politicagem da CBF, pelos esquemas da Globo, etc…

O senhor Raposildo ficou mais irado quando o rival venceu do que quando o seu time perdeu! Que estranho… ou quando contratou jogadores melhores e a torcida adversária encheu os estádios. Piorou quando o rival foi campeão e as estatísticas disseram a verdade… aliás o senhor gosta de distorcê-las, né não?

2.      Luxúria: O senhor João Galo na sua juventude andou abusando um pouco, depois tomou vergonha, casou e constituiu família. Verdade que após uma coisinha aqui, outra ali, desculpou-se a si mesmo: “a carne é fraca”…

O senhor Raposildo, bem, para não entrarmos em detalhes, digamos que neste aspecto, levou uma vida não convencional, com aquela desculpa de: “eu preciso me encontrar, enquanto pessoa…” Lá na Palestina a gente chamava isso de falta de vergonha na cara mesmo!!

3.      Soberba. Ah, a soberba. Pecado predileto do nosso inimigo. Quantas e quantas almas ele conseguiu levar para o lado dele. O senhor João Galo até que nesse quesito não tem nada de grave, não.

Mas você Raposildo, quanto orgulho, quanta vaidade. Vivia cantando por todo lado “eu vivo cheio de vaidade”. Depois, ter a coragem de dizer que é celeste, que blasfêmia! Sua vida foi só de orgulho, vaidade, etc., enfim o senhor é um soberbo!

São Pedro conclui então:

_ Senhor João Galo, você aprontou bastante na vida, sua situação não é fácil mas como o senhor foi humilde, reconhecendo-se um pecador miserável, está condenado a dois mil anos de purgatório. Ao fim desses o senhor poderá entrar no paraíso.

_ Senhor Raposildo Cervídeo Garça. Para o senhor não tem jeito. Pecou muito, mas de todos os pecados o pior é a soberba. Não sabe se reconhecer como um pobre miserável, não tem humildade. No popular: o senhor se acha! Está condenado ao fogo eterno.

O cheiro de enxofre começa a tomar conta da ante-sala do céu. Uma nuvem cinzenta e já se vê a figura maligna do Cujo. O  rabudo vem surgindo… Raposildo não se contém, coloca a mão no peito, inspira fundo, dá um grito (Ai minha santa!) e desmaia. João Galo sente pena do infeliz e num ato de heroísmo propõe:

_ São Pedro, eu vou no lugar dele. Sou mais forte, posso dar conta daquele bicho-ruim do rabudo. O Raposildo não vai agüentar, tenho pena dele. O senhor dá um jeito, senão vou me valer de Nossa Senhora, igual fez meu primo João Grilo*.

_ Ó rapaz, você não bagunça o trem aqui não _ retruca São Pedro. Você nem sabe do que tá falando, não faz idéia do que é o inferno! Além disso, deixa Nossa Mãe quieta. Está acontecendo uma romaria gigantesca em Aparecida, e ela está muito ocupada. Deixa que a gente resolve essa parada.

São Pedro pega o celular e liga para os outros apóstolos. Delibera com eles e resolve:

_ João Galo, você teve uma atitude muito nobre. Mostrou amar o semelhante a ponto de dar a sua vida por ele. Decidimos que pela sua atitude poderá entrar imediatamente no paraíso. E por sua ação altruísta, até o Raposildo está livre do inferno, ficará no purgatório até o final dos tempos.. E não me fale mais nada, minha viagem já está atrasada. Ponto final e tenho dito… Só sendo muito santo mesmo, viu!

_ E você pode ir embora, ô Coisa-Ruim. Pode voltar pros quintos dos infernos! _ ordena São Pedro ao capeta. O Cão Raivoso sai soltando fogo pelas ventas, enquanto São Pedro de bermudão e camisa havaiana sai correndo para não perder o último avião: Fui!

Raposildo revira os olhos de alegria. Quis dar um beijo no João, mas este se esquivou: _ Sai prá lá, trem…

João Galo entra no céu. O anjo da guarda dele o espera. “Cara, você conseguiu sem passar pelo purgatório, nem acredito, rapaz!” João está meio desconfiado, olhando de um lado para o outro. Não parece muito feliz.

_ Que acontece, João? Você não está contente de estar no céu? _ o anjo pergunta.

_ Cara, não tem ninguém do Galo por aqui. Ninguém que eu conheço veio pro céu não? Aonde está todo mundo?

- Ah, é isso! O anjo cai na gargalhada. Venha comigo.

O anjo leva o João para trás de uma nuvem. Quando chegam lá, João não acredita. É um estádio gigantesco lotadíssimo. Toda a torcida do GALO está de pé, em festa, numa alegria infinita… Está rolando um jogo que nunca acaba.

Ninguém se cansa, todos cantam sem parar: João GALO! João GALO! João GALO! A torcida quer João GALO no time. Nos camarotes, Nosso Senhor e Nossa Senhora, vestidos com “o Manto Sagrado”, estão na torcida! João nem acredita, numa felicidade incomensurável. Chora de emoção.

O anjo da guarda o ajuda a vestir o uniforme do GALO, dá algumas instruções, tal e qual um técnico. João vai jogar pelo GALO. Para sempre! Enfim, depois de sua jornada na Terra, com alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, muito mais erros que acertos, o humilde pecador João ganhou o seu prêmio: Ele mereceu o seu céu!!

Enquanto isso, Raposildo vai pagando suas penas até o fim dos tempos. Penará muito, mas graças a misericórdia de Nosso Senhor (e uma pequena ajuda do João, né?) estará a salvo. Vai esperar prá caramba, mas um dia verá o céu.

Moral da história:  Errar é humano, você pode estar do lado errado, mas não faça como o Raposildo, não espere que um atleticano venha lhe socorrer na bacia das almas. Venha para o lado do Bem logo!

*João Grilo é o protagonista da peça Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Esta história se inspirou nela e qualquer semelhança não é mera coincidência.

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Publicado por em 01/02/2011 em Uncategorized

 

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PALMEIRAS 0 X 2 ATLÉTICO.

O Galo fez uma partidaça!

Não, não fez. Eu estou brincando, obviamente.

O Galo jogou a continha do chá, como disse (no twitter) o meu amigo Marco Lúcio Faria, autor do excelente blog Conteúdo Diverso (link ao lado).

Deu pro gasto, como diria a maioria.

Nos primeiros 15 minutos, qualquer observador atento entenderia _ equivocadamente _ que o Palmeiras é que estava nas últimas posições na tabela, não o Atlético.

Pois o time verde de São Paulo corria uma enormidade enquanto o Galo só cercava e fazia pose para fotos.

Sinceramente, não entendi a atitude em um momento tão grave.

Mas a partir daí, a equipe alvinegra resolveu se esforçar um pouco mais e acabou tomando as rédeas do jogo.

A mudança de astral coincidiu com a entrada de Neto Berola, que quer queiram quer não, é um jogador endiabrado e altera a temperatura e a pulsação da partida.

Pode não ganhar todas e perder bolas ridículas. Pode até ser meio aloprado e dispersivo, admito. Mas o Galo precisa de atletas como ele, esta é que é a verdade.

Hoje Tardelli estava jogando um simples feijão com arroz. O que é muito bom também.

Mas Berola botou um ovo com gema mole por cima. E acrescentou um tomatezinho italiano, com algumas gotinhas de azeite para aprimorar o sabor.

O fato é que Neto Berola facilitou a nossa vida hoje, pois não jogamos quase nada.

Custo a crer que existem atleticanos que não gostam dele. Eu os respeito. Porém, já tivemos jogadores parecidos com o baiano _ em estilo _ que se tornaram ídolos eternos da Massa.

Buião e Vaguinho são apenas dois bons exemplos de atletas que estão incluídos nesta categoria. Quando desembestavam pela direita com a bola dominada, só eram parados a tiros.

E ambos estiveram na seleção brasileira quando os jogadores do eixo Rio/SP tinham preferência e camarote VIP.

Na realidade, o que vi de bom hoje? Um surpreendente toque de bola.

E o que isso significa? O mesmo que dizer que o trabalho de Dorival Junior é melhor do que pensávamos.

O time jogou mal, mas se manteve numa linha tática organizada, com coberturas em todos os setores. Eu vi, apesar de uma partida ruim, um conjunto equilibrado em Araraquara.

Pode-se questionar excesso de passes errados, jogadas equivocadas, zagueiro carregando e perdendo bolas fáceis, espaços no meio, etc.

Todavia, não dá mais para dizer que o Galo não tem padrão de jogo, como no tempo do moleque irresponsável.

Mas os times que têm padrão de jogo também erram. E o Galo hoje errou demais. Ainda existem deficiências gravíssimas que Dorival Junior só corrigirá em 2011. Principalmente nas laterais.

Se o time reserva do Palmeiras fosse mais forte, estaríamos todos desesperados neste instante.

Mas ganhamos e sabemos que 3 pontos são o calmante mais eficaz do mundo desde que o futebol foi inventado.

O Avaí venceu o Atlético-GO e foi a 40 pontos, 2 apenas abaixo do Atlético. Não foi um bom resultado para nós. Se o Avaí tivesse perdido, o que o tal do Roman _ juiz que prometeu processar o Kalil _ fez de tudo para evitar, nós estaríamos praticamente livres.

Em contra-partida, o Goiás perdeu e está matematicamente rebaixado. Isso garante que iremos enfrentar um clube sem nenhuma ambição no próximo domingo.

E, provavelmente, mediremos forças com um São Paulo sem chances de se classificar para a Libertadores no apagar das luzes do campeonato brasileiro de 2010.

O nosso caminho não é dos mais difíceis por conta do fator psicológico.

Mas se não mantivermos o foco no jogo sério, corrido e pegado _ e dando a devida importância às nossas claras limitações _ podemos transformá-lo em um drama digno dos filmes de Ingmar Bergman.

Pode até ser com final feliz, mas mesmo assim um drama de arrancar o tampo da cabeça sem anestesia!

É um simples alerta, senhores jogadores. Nada que os senhores não superem com muita luta e MUITA RAÇA!!!

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Publicado por em 21/11/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 4 X 1 FLAMENGO. EXPLODE, CORAÇÃO!

Uma vitória maiúscula de um time solidário em todos momentos do jogo.

Uma vitória para aquecer e explodir os nossos corações alvinegros!

Vencemos com raça, com amor, com sangue no olho e com o coração na ponta da chuteira.

Dorival Junior conseguiu penetrar na alma dos jogadores e retirar de cada um a essência mais profunda do que significa vestir esta camisa adorada.

E eles se doaram em campo de uma maneira que ainda não tinha sido vista neste campeonato.

A raça que demonstraram desde o primeiro minuto, além da incrível vontade de vencer, também miravam um alvo na beirada do campo. Uma figura patética, um personagem de filmes de terror.

Exatamente como eu havia dito na prévia do confronto, no post anterior:

“Nada no universo energiza mais um atleta do que se ver frente a frente, numa partida de futebol, com o causador principal de suas amarguras.”

Pois bem. O Galo meteu 4 gols como poderia ter metido 6 ou 7 no time desse moleque irresponsável, o incompetente que nos colocou numa situação constrangedora na tabela de classificação.

E, enquanto a equipe de Dorival Junior jogava coletivamente, ocupando espaços e se deslocando com rapidez, o Flamengo atuava como o Atlético de sua triste época: tímido, abatido  e totalmente exposto a turbulências.

Apesar de um início meio claudicante, o Galo jogou muito nesta noite.

Leandro, por exemplo, fez a sua melhor partida pelo alvinegro mineiro e Renan Ribeiro pôde assegurar ao pseudo-treinador do Flamengo que ele perdeu uma gigantesca oportunidade de promover um gigantesco goleiro.

E se o tivesse valorizado naquele tempo, certamente não teríamos deixado escapar tantos pontos de forma imbecil.

A bola que o nosso jovem goleiro defendeu numa cabeçada de Val Baiano foi vital. Se aquela bola entrasse, o jogo se tornaria dramático, não duvidem.

Compactação e velocidade nos contra-ataques. Há tempos eu não via o time se utilizar desses dois fatores fundamentais. Pois hoje eu vi!

Entretanto, os primeiros vinte minutos do segundo tempo encontraram um Atlético acuado na defesa, sem saída para os contra-golpes e errando seguidos passes em áreas perigosas do campo.

Havia necessidade de um jogador que amaciasse a bola, organizasse o jogo e municiasse os atacantes. Com esse intuito, Dorival Junior lançou mão de Ricardinho, o atleta ideal para esse tipo de jogo.

E a bola ficou redonda novamente! Poucos minutos depois, Tardelli, que na minha visão ainda não é craque, fez um gol que foi uma verdadeira obra de arte. Um gol não de craque, mas de cracaço!

E a nossa alegria, dois minutos depois, virou pura loucura, quando Renan Oliveira invadiu a área como um bólido, dividiu com o goleiro e guardou a criança nos fundos das redes.

O mesmo Renan Oliveira que me causou uma renantite aguda durante tanto tempo. O mesmo jogador para o qual eu reservava as críticas mais ácidas. E não me arrependo, ele as merecia.

Mas o garoto voltou da Bahia movido a acarajé apimentado, com outra atitude dentro das quatro linhas. Hoje ele corre, marca, lança, divide e encara o jogo como uma coisa séria. Seja muito bem vindo de volta, Renan. Assim dá gosto vê-lo!

Além dos dois gols, ele ainda foi o autor da jogada do primeiro. Objetivamente falando, Renan Oliveira foi o nome do jogo, não há que se discutir.

Apesar de Réver, Zé Luis e Werley terem sido verdadeiros monstros no gramado e Tardelli ter jogado uma partida impecável, se deslocando em todas as partes do campo.

Obina, por mais respeito que tenha demonstrado ao Flamengo na não comemoração do gol, correu como se o rubro-negro fosse objeto de todo o seu ódio. Hoje o nosso bom baiano atuou com a faca nos dentes.

Destaco também Rafael Cruz, Serginho e Diego Souza da forma mais positiva possível, pois deram um sangue danado em busca da vitória e foram muito importantes na obtenção deste fantástico resultado.

E quero exaltar o acerto das substituições de Dorival Junior, embora Mendez tenha entrado mal. Mas tenho muita fé neste jogador. Quem viver, verá.

Enfim, para encerrar, foi um castigo merecido para quem ludibriou milhões de atleticanos apaixonados.

Mas o castigo desta vez veio montado na Ferrari mais veloz. Não vermelha, mas preta e branca, da cor exata do que pulsa orgulhosamente em nosso peito!

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Publicado por em 14/11/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 2 X 2 SANTOS. UM EMPATE CATASTRÓFICO!

No momento em que mais necessitamos somar pontos, de 9 obtivemos somente 2 nas últimas 3 partidas.

Está difícil demais a jornada.

O time patina, patina e não sai do lugar. É como se tivesse despencado para dentro de um poço profundo de areia movediça.

Eu nem posso dizer que o time jogou mal ontem. Não, seria injustiça.

Tampouco posso concluir que faltou empenho, pois não faltou.

O que falta à equipe do Galo é atitude de time vencedor!

Para alguns jogadores falta técnica, para outros preparo físico, mas nota-se que todos se esforçam em busca do resultado.

Contudo, aquela alma vencedora que atropela e machuca o adversário, passou longe da Cidade do Galo.

Pois não basta dominar o jogo e nem ter maior posse de bola, como ontem.

O objetivo do futebol é botar a bola para dentro das redes sem tremer e não ficar ciscando e trocando passes estéreis.

Ainda mais quando se sabe que a qualquer momento podemos tomar um gol bobo, assim como se morre um passarinho. Basta um sopro de nada!

O nosso sistema defensivo é de uma fragilidade absurdamente inacreditável!

Qualquer ataque do oponente, por mais desorganizado que seja, nos deixa desarvorados e batendo cabeças.

E ontem à noite, por mal dos pecados, Renan Ribeiro, o goleiro que vinha se constituindo na tecla “delete” dos erros da retaguarda alvinegra, também teve o seu dia de Fábio Costa.

Porém, o garoto tem um crédito enorme. Tomara que aprenda com a falha bisonha que cometeu. Aquela bola nem precisava ser socada, bastava encaixar e sair jogando com o lateral. Mais nada.

Cá entre nós _ e que ninguém nos ouça _ é difícil acreditar em sucesso quando se tem de recorrer a Ricardo Bueno para vencer um jogo.

É bizarro e assustador, além de escancarar as nossas limitações!

Afinal, Neto Berola, com uma perna amarrada, joga muito mais do que o pseudo-centroavante. Ricardo Bueno é digno de risos sarcásticos… ou de choro e ranger de dentes.

Enfim, o que está feito está feito. Resta-nos orar, como eu disse na última crônica e pelo jeito, serei obrigado a continuar repetindo até o fim do campeonato.

Os destaques positivos de ontem foram Réver (como sempre), Serginho e Tardelli.

Tardelli, em especial, finalmente resolveu incorporar o espírito guerreiro de 2009. Além de produzir muito para a equipe, se doou em campo. Espero que não se resuma a somente uma partida.

Os destaques negativos foram RAFAEL CRUZ (a sua ruindade chega a doer na gente), Leandro, RICARDO BUENO (cruzes!), Diego Souza e Obina (apesar do gol).

Agora vamos torcer para que os outros ameaçados percam no dia de hoje.

A que ponto chegamos!

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Publicado por em 07/11/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 0 X 2 BOTAFOGO.

Esta crônica talvez se torne uma das mais contestadas neste 1 ano de existência do L&N. Certamente muitos não concordarão comigo.

Porque eu vou elogiar o time, ao invés de criticá-lo ferozmente, mesmo tendo plena consciência de que a nossa situação se tornou muito mais grave do que antes.

Estamos em um momento que não podemos nos dar ao luxo de deixar oportunidades de somar pontos escorrerem por entre os dedos.

Entretanto, foi o que aconteceu na partida de ontem. E mesmo assim, eu não vou descer a lenha na equipe.

Um time que lutou, de forma organizada, do princípio do jogo até os 30 minutos do segundo tempo, quando se abateu com o primeiro gol do Botafogo.

A partir daí, o desespero travou as mentes dos jogadores e o segundo gol era mera questão de tempo acontecer, pois o time do Galo abriu mão de sua força defensiva para se lançar em busca do empate.

O Galo jogou muito bem, embora tenha desperdiçado a chance de enfiar uma goleada de mão cheia no time carioca, que se transformou numa pedra em nosso sapato. Aliás, uma pedra não, já virou um rochedo de 1 tonelada!

Para se ter uma idéia, no instante do primeiro gol, o Atlético tinha 70% de posse de bola contra 30% do Botafogo, que não sabia o que fazer em campo.

O comentarista Nori Noriega, do Sportv, disse que o Galo caiu na armadilha do Botafogo, quando minutos antes tinha dito que o clube do Rio estava totalmente perdido. Chamo isso de oportunismo de quem não entende de futebol e sai por aí soltando pérolas ridículas em rede nacional.

O Galo não enredou em armadilha nenhuma. A verdade é que o resultado caiu no colo do Botafogo quando este fazia das tripas coração para segurar o empate. Neste momento, eles devem estar ajoelhados, contritos, agradecendo ao Pai Santíssimo e a todos os santos!

O Atlético dominou as ações em todos os setores do campo. O time de Dorival Junior é completamente diferente daquele do moleque irresponsável.

A pegada é firme, as coberturas dos laterais são automáticas, o preparo físico melhorou muito e a transição de defesa/meio e ataque tem muito mais velocidade.

Pena que perde tantos gols feitos. Obina precisa tornar a jogar o feijão com arroz de antes. Simplicidade é tudo num centroavante rompedor.

Tardelli necessita ser mais agudo em direção ao gol, como foi em 2009.

A água de coco e o sol inclemente de Salvador fizeram bem a Renan Oliveira, que melhorou muito a sua atitude dentro de campo. Não estou falando de futebol, pois deste ele tem a manha. Estou falando de sangue nas veias!

Enfim, para ser franco, eu gostei do time, embora persistam as falhas no meio de campo, aonde ainda cedemos espaços em demasia. Mas bem menos do que antes, quando se marcava só com o pensamento e um sopro, de vez em quando.

Faltam agora somente 6 partidas, das quais temos de vencer 3 e empatar pelo menos uma. Ou seja, a nossa produtividade terá de ser acima de 50%.

Eu ainda acredito. E você, caro amigo, o que pensa a respeito?

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Publicado por em 31/10/2010 em Uncategorized

 

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ATLÉTICO 1 X 1 PALMEIRAS

_ Um goleiro inseguro e fraco.

_ Um time desinteressado em dividir as bolas, muito menos em correr em busca da vitória.

_ Nada dá certo porque nenhum jogador  se doa em campo, ninguém está ali para botar o pezinho em dividida.

_ Cada atleta está pensando mais na balada do que na sua profissão, até porque o técnico é um zero a esquerda, omisso e incompetente.

Este ERA o time do moleque irresponsável, o grande projeto furado do “enganador-mor” do futebol brasileiro.

Mas não é o objetivo de Dorival Junior.

Dorival é sério, trabalhador e presente. Trabalha duro a semana inteira (todos os dias e não só na sexta-feira), conversa com os jogadores, troca idéias, bota para jogar os melhores, não dá murro em ponta de faca e não se sustenta na base da garganta.

Hoje o Galo atuou com o time reserva. Mesmo assim, apesar dos sustos, deu um calor danado no time titular do Palmeiras. Hoje os atletas correm, dividem, suam sangue em busca da vitória.

Alguns são, claramente, limitados tecnicamente. Contudo, mesmo estes ajudam o conjunto. Fazem parte da estrutura e com ela contribuem com o seu quinhão de esforço.

Nem parecem os mesmo jogadores que, por tanto tempo, zanzavam como um grupo de zumbis dentro das quatro linhas.

É por isso que eu louvo o empate de hoje. E não porque tenha jogado um futebol primoroso, um futebol perfeito e fluente em todas as suas linhas.

Não, não sou um analista tão alucinado assim. Sou um atleticano ferrenho, daqueles que torcem contra o vento, mas na hora de destrinchar o jogo, eu procuro interpretá-lo da forma como aconteceu.

Mas ninguém pode negar que o Atlético vem apresentando, desde a chegada de Dorival Junior, um jogo mais coordenado, mais organizado e com as peças  mais ajustadas em campo.

Isso acontece com o time titular e se repete na formação reserva, como ocorreu hoje.

Pode-se dizer que o Galo empatou o jogo em casa ou atuou mal, mas já não temos o direito de afirmar que foi um bando em campo, como até bem pouco tempo.

Existe princípio, meio e fim na equipe. Um desenho tático lógico.

Na partida de hoje, o Galo encarou o Palmeiras de igual para igual. E Renan Ribeiro e Deola foram as principais figuras no gramado.

Renan Ribeiro, ratificando a sua condição de titular absolutíssimo, fez defesas fantásticas e deu segurança à zaga, como nenhum outro goleiro nos últimos anos.

A pegada no meio é completamente diferente de antes. É firme e concatenada. Vai um, fica o outro. Se você for, eu lhe cubro. Não significa dizer que a marcação no meio está 100%. Longe disso. O crescimento será gradual e constante.

A equipe se tornou mais rápida, até a reserva. Sabem porque? Por aquilo que eu falei repetidamente aqui no L&N: quando os jogadores sabem aonde está o seu companheiro, basta dar o toque.

Não há necessidade de ficar procurando desesperadamente um cara vestido de preto e branco para tentar o lançamento. Isso atrasa o jogo e cede contra-ataques.

Treinamento bem aplicado é e está sendo a solução. E uma conversinha motivadora aqui e outra ali. Mais nada. Acreditem em mim, eu já estive lá dentro.

Algumas peças se destacaram hoje. Para aquele que acha que Cáceres foi culpado no gol do Kléber,  eu gostaria de vê-lo impedindo um gol com o atacante de frente e você tentando alcançar a bola e ao mesmo tempo, cortá-la para trás ou para o lado.

É praticamente impossível, amigo. Cáceres foi o porto seguro da defesa hoje. Não perdeu um lance sequer.

Zé Luis foi outro gigante no meio, assim como Mendez. Aliás, Mendez está se recuperando. Quem viver, verá este equatoriano dar muitas alegrias à Massa.

Nos destaques negativos, Diego Macedo cada dia pior, tanto quanto Jairo Campos e Ricardo Bueno.

No mais, espero que na segunda partida, a arrogância típica do Palmeiras seja um imenso trunfo a nosso favor. Posso garantir que eles saíram daqui se sentindo classificados.

Mas se o Galo, daqui há quinze dias, já estiver fora de perigo no campeonato brasileiro, o Palmeiras pode se deparar com o nosso time titular.

E aí a cobra vai fumar um belo charuto cubano!

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Publicado por em 27/10/2010 em Uncategorized

 

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A SAGA DOS INFILTRADOS NO PARQUE DO SABIÁ.

Kaique (à esquerda) e William, infiltrados no Parque do Sabiá.

Eu (Kaique) e meu pai chegamos ao Estádio Parque do Sabiá para não deixarmos o nosso Galo sozinho.

Seguimos para os portões 11 e 12, arquibancadas especiais onde se encontram o maior número de cruzeirenses.

É uma situação inusitada para mim. Estar em meio a tantas camisas azuis não combina com o meu gene, nem com a minha personalidade e muito menos com paixão alvinegra que carrego no peito.

É algo frio e distante, muito diferente do calor acolhedor de milhares de camisas atleticanas ao meu redor. Por isso, estou nervoso e deslocado aqui. Olho para cima e vejo o William (sósia do Tardelli)  perto das cabines de rádio.  Ligo para ele e o aviso da nossa posição.

Imediatamente, ele desce até nós e sussurra: _ “Vou tirar vocês do meio desses cruzeirenses. Voltem para o portão de entrada”. Seguimos as instruções do amigo. Ajudados por uma mulher no portão, vamos agora para as cadeiras numeradas.

Estou me sentindo como um espião infiltrado em território inimigo. Tenho de cuidar de meu sotaque para não ser descoberto. Será que atleticano tem sotaque diferente de cruzeirense? Se tiver, tô ferrado!

Muitos azuis desconfiam que o William é o Tardelli. Alguns mais incomodados soltam alguns palavrões à sua passagem. Policiais oferecem proteção, caso algum insano _ e burro _ decida agredi-lo. Mas um boné e um par de óculos escuros resolvem o problema. De repente, William já não é mais o Tardelli.

O pai do Kaique, o locutor Caixa e Kaique.

Finalmente, a bola rola. Faço o sinal da cruz em busca de proteção divina. Sei que Deus é Pai de todos, dos cruzeirenses também, mas não custa nada tentar obter uma ajudinha. Vai que os azuis esqueceram de se benzer e eu, com a minha fé, passo o meu Galo à frente na preferência divina, uai!

E não é que deu certo? Logo aos sete minutos, no cruzamento de Leandro , Obina cabeceia e é GOOOOOOOOL do GALO!

Emoção, alegria e adrenalina no pico e sem poder extravasar. Comemoro por dentro, porém, sou incapaz de dissimular a cara de felicidade. Olho de soslaio as expressões frustradas ao meu lado e me pergunto se elas viram o meu largo sorriso.

À nossa frente, mais ou menos umas três fileiras, um infiltrado não agüenta e manda o disfarce pras cucuias.  Levanta-se, bate no peito e grita um GALOOO de todo tamanho. Cruzeirenses o xingam alucinadamente, mas ele é retirado com rapidez pela polícia.

E logo vem o segundo gol de Obina. A minha alegria gigantesca contrasta radicalmente com o silêncio que se segue no estádio. Sinto que vou explodir ou então meu coração saltará pela boca. É uma tortura chinesa perversamente criada nas masmorras medievais, não é possível!

E eis que o juiz resolve dar o serviço e marca um pênalti inexistente de Werley. Custo a crer que seremos roubados de novo. Mas Montillo inventa uma cavadinha e bate para fora!

É como um verdadeiro gol do GALO ver a tristeza nos rostos da torcida do Palestra. Sei agora que tornei-me um sádico.

Olho para o meu pai e ele me devolve um sorriso cúmplice. Meu pai está feliz demais! E lá vem o terceiro gol! Jesus! Como faço para aprisionar tanta alegria dentro de mim?

Estamos no segundo tempo. Escanteio a favor do Atlético, Rever sobe e cabeceia para dentro. É o quarto gol! Ver o meu GALO goleando o cruzeiro enche meus olhos de lágrimas. Já não consigo disfarçar a emoção. Fecho os olhos, respiro fundo e seguro firme na cadeira para não soltar o nosso grito de guerra!

Após os dois gols da reação cruzeirense, a torcida azul enlouquece. A enorme apreensão me deixa nervoso. Vai que esses caras empatam. Toda a felicidade minha e do meu pai pode escapar por entre os dedos.

Mas não. Hoje é o nosso dia. Agora temos Renan Ribeiro e dez guerreiros que honram o manto sagrado que vestem. Ufa! Acaba o jogo. E lá fora, em território livre, eu e meu pai nos abraçamos emocionados. Agora as lágrimas já podem vir a vontade.

Em toda a minha vida, nunca esquecerei este dia. Os infiltrados apaixonados venceram!

TEXTO ESCRITO POR MIM, BASEADO NA HISTÓRIA QUE O KAIQUE ME CONTOU POR EMAIL. ESPERO TER CAPTADO _ E TRANSMITIDO _ TODAS AS EMOÇÕES QUE OS INFILTRADOS SENTIRAM NO PARQUE DO SABIÁ.

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Publicado por em 26/10/2010 em Uncategorized

 

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CRUZEIRO 3 X 4 ATLÉTICO. E TODA ARROGÂNCIA FOI CASTIGADA!

Sabem aquele vizinho que se acha o gostosão do pedaço e é arrogante até não mais poder?

Sabem aquele colega de trabalho que arrota as maiores besteiras como se fossem a mais pura expressão da genialidade?

Eu tenho certeza de que vocês sabem, pois já passaram por isso. E quem não teve de tolerar uma pessoa assim em algum momento da vida?

Pois foi exatamente o que suportamos antes do clássico: um vizinho destilando arrogância e um colega de trabalho com a empáfia transbordando pelo ladrão.

Mas a certeza que eles tinham da vitória foi pro ralo com a rapidez de um Fórmula 1.

E não foi uma derrota de 1 ou 2 não!

Foi de 4, atendendo aos insistentes pedidos dos próprios cruzeirenses, porque, sei lá por quais motivos, é essa a posição preferida deles.

Não estou tripudiando sobre os derrotados, mas não existe nada melhor nesse mundo do que saborear uma vitória sobre o mauricinho da rua G, quando o mauricinho da rua G canta vitória antes da hora.

Ganhar do cruzeiro é o supremo prazer da vida de quem tem o sangue preto e branco.

Ah, meus amigos, é como fazer amor com a Cameron Diaz. E se isso é tripudiar, então estou tripudiando mesmo e pronto!

Mas vamos à história do jogo:

O Galo entrou em campo concentrado. Congestionou o meio de campo e não permitiu que os moços azuis, principalmente Montillo, o tal cabalero azul (é cada apelido delicado que vou te contar!), fizessem algo de produtivo.

E quando o Atlético já metia 2 a 0, o juiz marcou um penalti que só ele, em sua criativa imaginação, viu.

Ainda bem que a arrogância traiu Montillo, que tentou uma cavadinha para humilhar Renan Ribeiro. E o tiro saiu pela culatra.

O castigo veio a jato, logo a seguir, com Obina dividindo uma bola cruzada por Serginho e botando a terceira bolinha na caçapa.

O primeiro tempo foi do Galo até os 30, 35 minutos. Compacto no meio, forte nas pegadas e com todos os atletas se ajudando, não se incomodou em jogar feio na defesa ou em qualquer lugar aonde a bola fosse objeto de disputa.

Se a equipe tivesse ido para o intervalo sem levar aquele gol do Gilberto, a história do segundo tempo teria sido outra.

Mas levou. E isso fez com que o cruzeiro se motivasse e se apegasse a uma centelha de esperança.

Esperança esta muito reforçada pela atuação do trio de árbitros, que vestiu a camisa do clube do lado assoreado da lagoa desde o início do jogo.

Faltas inventadas, cartões amarelos em profusão só para os jogadores alvinegros, vistas grossas para as faltas do cruzeiro, 5 marcações de impedimentos inexistentes, etc, etc, etc.

Isso significa dizer que o Galo, além de enfrentar uma boa equipe (que, sem dúvida, o cruzeiro é) também enfrentou quem tinha a obrigação de ser imparcial e não foi.

Nós temos ainda vários problemas de conjunto e de postura. Se não os tivéssemos, o resultado teria sido uma sonora goleada.

No mínimo, 4 a 1. Pois a partir do quarto gol, desceu aquela névoa costumeira na cabeça dos jogadores, que se distanciaram uns dos outros e não persistiram na pegada que imprimiam antes, além de se retraírem ainda mais.

A verdade é que houve uma certa acomodação.

Deram espaço novamente e o cruzeiro aproveitou o cochilo para marcar mais dois.

O incrível é que, ao encostar no placar, a equipe azul se cansou. E não incomodou da forma como vinha fazendo desde o apito inicial da segunda etapa.

E o Galo pôde respirar novamente. Dos 35 minutos até o fim do jogo, foi o único momento em que o Galo não levou sufoco, por mais curioso que possa parecer.

E quase marcou o quinto gol em um contra-ataque rápido com Daniel Carvalho, que só não converteu porque não tem o pé direito.

Não vou ressaltar os destaques do Galo, porque a vitória foi de todos e posso cometer injustiças. Louvem-se a luta e a raça demonstradas pelo time.

Contudo, não falar das atuações de Réver e de Obina  também seria injusto.

Réver foi o melhor jogador da partida. O capitão alvinegro se multiplicou em campo. Tanto pelo alto quanto por baixo, foi um monstro. E gritou com todos o tempo inteiro. Posso dizer que é o zagueiro dos sonhos atleticanos. Uma verdadeira muralha ali atrás.

E a presença de Obina na área foi fundamental para o resultado. Ao marcar 3 gols em uma partida tão importante, Obina se consolidou como um verdadeiro ídolo da Massa.

Enfim, espero que o Galo aproveite este resultado espetacular para se fortalecer mentalmente.

Agora fora da zona de rebaixamento, tem tudo para se distanciar e consolidar uma firme recuperação sob o comando inteligente de um técnico de verdade.

O manto sagrado está sendo respeitado novamente, depois de quase ter sido rasgado por um moleque irresponsável.

É a hora da retomada. É a hora de partir para as cabeças, meu Galo!

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Publicado por em 25/10/2010 em Uncategorized

 

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NESTE DOMINGO, O ATLÉTICO ENFRENTA O CRUZEIRO NO PARQUE DO SABIÁ.

Num jogo de uma torcida só _ no caso, a do cruzeiro _ , o Galo vai desesperadamente em busca de uma vitória sobre o maior rival em Minas Gerais.

É difícil, mas não é impossível.

Afinal, em clássico não há favorito de véspera.

O cruzeiro e a sua torcidinha queima-rosca estão arrotando empáfia escorados em sua campanha até aqui.

Não resta dúvida que fazem uma bela temporada no campeonato nacional, reconheço.

Mas cantar vitória antes do apito inicial é um ato de arrogância tão imbecil que o castigo pode vir a galope.

Eu já vi o Atlético ganhar do time azul quando estava caindo pelas tabelas.

Da mesma forma, o contrário já aconteceu.

Um jogo entre os dois clubes sempre é uma incógnita e não há como fugir deste lugar-comum.

Portanto, só nos resta torcer para que o vencedor no domingo seja o maior time das Gerais, o alvinegro imortal.

E se ganhar, tenham a certeza: o Galo embala!

Eu também já vi isso se realizar em outras ocasiões. Basta uma vitória contra o lado frio da lagoa que o time se enche de brios e parte para as cabeças.

A formação, bastante ofensiva (sem Alê), provavelmente será a seguinte:

Renan Ribeiro, Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho, Renan Oliveira e Diego Souza; Tardelli e Obina.

A grande novidade é o retorno de Tardelli, que, a bem da verdade, nunca fez uma grande partida contra o cruzeiro. Tenho cá comigo que este é um jogo na medida exata para o estilo de Neto Berola.

Renan Ribeiro atuará em seu primeiro clássico como profissional.

Espero que ambos, Tardelli e Renan Ribeiro, assim como toda a equipe, estejam absolutamente prontos para uma vitória redentora.

Já chega de perder para eles. Chegou a nossa hora!

Com a derrota do Vitória, basta vencer para sair da zona do rebaixamento, sem depender de nenhum outro resultado.

Sendo assim, vamos pra cima deles, meu Galo!

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Publicado por em 23/10/2010 em Uncategorized

 

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