Os Grandes do Galo
Nesta seção, relembramos os grandes jogadores que honraram o manto. Tanto faz um de 1925 ou de 2011. O que importa é sangue, suor e categoria.
CAMPOS, UM DOS GRANDES JOGADORES DO ATLÉTICO
Os mais jovens talvez nunca tenham ouvido falar de Campos, um atacante do Galo na década de 1970 (vindo das categorias de base) e que ficou por aqui uns 5 anos como profissional. Os mais velhos certamente hão de se lembrar dele.
Era muito bom de bola e marcava gols como poucos. Converteu 97 gols com a camisa do Galo. Jogava bem enfiado entre os zagueiros e os incomodava o jogo inteiro. Não dava sossego.
Exatamente quando vinha sendo convocado para a seleção brasileira que se preparava para disputar a Copa do Mundo de 1974, Campos foi flagrado no exame anti-doping.
A contra-prova foi realizada e o doping confirmado, embora naquele tempo, Campos não tenha contado com pleno apoio do Atlético na defesa de seus direitos. No jogo anterior, contra o Vasco, sofrera um covarde chute na boca que lhe quebrara alguns dentes. E, por conta disso, tomava analgésicos para jogar sem dores.
Se fosse hoje, provaria a sua inocência sem dificuldades, se tivesse o apoio que não teve outrora.
Entretanto, ele foi suspenso por 6 meses e não pôde ir ao maior evento do futebol, um grande castigo para quem estava atuando tão bem.
Voltou a jogar logo após a Copa do Mundo, que revelou para o mundo um holandês espetacular e um dos mais geniais jogadores de meio de campo que já vi jogar: Johan Cruyff. E ele jogava com a camisa 14.
Campos, assim como milhões de pessoas ao redor do mundo, também ficou fã do cara. Por isso, exigiu jogar com a 14 no Galo. E jogou. Só que não se satisfez em apenas usar o mesmo número de Cruyff. De atacante enfiado que era, passou a correr o campo inteiro, do mesmo jeito que o holandês fazia.
O goleador mudou o seu estilo de jogo, talvez influenciado pelo melhor jogador da Copa de 74, não sei com certeza. Mas justiça seja feita: ele jogou muito melhor do que antes e foi muito mais útil ao time em seu novo posionamento.
Eu tive o privilégio e a honra de enfrentá-lo por 2 ou 3 vezes, em jogos de categoria de base em campeonato ou nos torneios (alguns chamavam de festivais) que, naquele tempo, eram muito comuns. Qualquer data comemorativa, lá ia o júnior do Galo, ou do América ou dos smurffs. Ou os três juntos.
Eu só sei que era duro marcá-lo. Eu, de volante, tinha a incumbência do primeiro combate. Ele tinha (ou ainda tem) a mania de usar os braços e acabava, mesmo sem querer, metendo a mão na sua fuça. Usava o expediente para proteger a bola, a jogada ou mesmo se manter equilibrado.
E o pior: tinha uma facilidade enorme de aplicar canetas, ou seja, jogava entre as suas pernas e pegava na frente. E, cá entre nós, a soma dessas duas características irrita até um santo frade capuchinho!
E numa dessas, dei-lhe uma na canela _ por cima da bola _ que deve doer até hoje. Foi uma das minhas poucas expulsões na vida. E nada de que me orgulhe.
Só de vê-lo jogar no júnior, sabíamos que ali estava um futuro profissional de peso. Mais tarde, eu seria um de seus maiores fãs na arquibancada balouçante do Mineirão.
Campos era raça e amor à camisa. Campos era sangue e paixão. Sentimentos que hoje são raros nos jogadores atuais.
guerra
25/10/2011 at 19:09
Por ser meu amigo, e chegado, pessoa simples, e que estou sempre com ele,
Meu primeiro Grande jogador do Galo é o CAMPOS.
Merece um post completo.
guerra
26/10/2011 at 17:22
Bacana demais Roberto,
O Cara é gente boa, foi um grande jogador do Galo, e rodou por outros clubes, mas para mim, foi só Galo, e hoje é um Atleticano que vive e reside em Pedro Leopoldo, e companheiro de umas resenhas, que sempre fazemos com a Galera do Tuiter.
Peço ao amigo Fael ou mesmo o Gabriel que coloque uma foto que tem com a turma numa resenha no Canto de Casa.
E ele é torcedor do Galo, de ir ao campo, em quase todos jogos na arena, que o diga o Renan Pulguinha, Lucas Cardoso, Fael e a turma do Balaio.
Mas aquí teremos outros GRANDES que passaram pelo Galo.
Daniel Carvalho
27/10/2011 at 09:15
O futebol perdeu muito de sua magia, jogadores como Campos, Juca Show, Reinaldo, Spencer, deveriam ser imortalizados em um memorial, o qual seria bonito se o mesmo fosse no mineirão.